domingo, 29 de abril de 2018

Quando o bebé dormir...dorme também!

Cada vez que oiço esta frase, sobe em mim um calor...! É um óptimo conselho, eu também provavelmente já o dei a amigas minhas...mas pelo menos comigo parece-me impossível de concretizar!

Ok... cada vez que o miúdo dorme eu também durmo... e então quem faz as camas? ou arruma a casa? ou brinca/dá banho/dá jantar à mais velha?

Quando é que eu consigo tomar banho? Ou comer?

Quando o bebé finalmente dorme eu quero mesmo é sentir-me gente e fazer alguma coisa de gente...tipo ver uma série ou comer chocolates ou ir ao facebook!

Das poucas vezes que cedi e arrisquei a dormir quando ele dormia, ele acordou meia hora depois e eu ganhei uma bela dor de cabeça!

Outra coisa que aproveito para fazer quando ele dorme é tirar leite...isto é tudo muito bonito ter leite para o miúdo beber depois de deixar de mamar, mas nalguma altura tenho que o tirar... com ele acordado a disposição é tão pouca que quase que nem sai nada!

Quando os bebés dormem outra coisa muito importante fazer é olhar para eles!! O que há melhor na vida do que vê-los quietinhos, caladinhos com cara de anjos? Só apetece acordar-los com beijos! (essa vontade passa logo, assim que nos lembramos de como é quando eles estão acordados)

Conclusão, a privação de sono começa antes de eles nascerem e com muito boa vontade dura ate aos 5/6 meses! (sim eu sei, muitas vezes até aos 2/3 anos...mas prefiro ser optimista! eheh)

O meu cérebro anda já a meio gás e com isto de acordar de noite umas quantas vezes deixa-me totalmente fora do mundo! 

Claro que com a primeira isto não aconteceu, mas a idade também pesa... e nem dá para fugir!

Sei que comigo estão umas quantas....juntas não conquistamos o mundo mas havemos de conseguir recuperar o funcionamento cerebral!! ;)






Isto deu-me um sono!!!! 😁😨

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Levamos a rosinha ao hospital da bonecada!

Desde o ano passado quando fomos ao hospital da bonecada que os sigo no face e vou sabendo por onde andam.

Quando soube que iam voltar ao Colombo arranjei um buraquinho pelo meio das fraldas e leites para levar a mais velha!

Ela o ano passado adorou a visita e tinha a certeza que este ano ainda ia ser melhor.

Na terça feira "fugimos" mais cedo da escola e lá fomos nós ao hospital.

Mais uma vez a piolha adorou a visita! Este ano com uma perspectiva diferente e muito mais à vontade com as doutoras, fartou-se de falar com elas, explicar tudo e fazer os tratamentos necessários!

Foi uma tarde super divertida para ela, mais a sua filha, que entrou com uma dor de cabeça e saiu pronta para outra e cheia de autocolantes!

É louvável o trabalho que fazem nestas iniciativas. As voluntárias tem imensa paciência com os miúdos. Explicam de uma forma muito simples os diversos procedimentos, salas e instrumentos. São carinhosas e cuidadosas e nunca deixam um miúdo sozinho!

É um descanso te-los lá dentro, principalmente porque até conseguimos, de fora, ajudar a desconstruir alguns medos e receios deles. Este ano ia dando algumas dicas à piolha para lhe lembrar a associar outros momentos da nossa vida relacionados com hospitais e médicos.

O mais chato de tudo é estar 2 horas de pé à espera que ela termine... mas a felicidade dela lá compensa as dores nas pernas!

Vão lá estar até dia 29 de Abril no Colombo para crianças dos 3 aos 10 anos! É gratuito e ainda recebem no final um saquinho com amostras! 

Para o ano lá estaremos de novo!



















quarta-feira, 25 de abril de 2018

25 de Abril sempre!

O 25 de Abril é, cá em casa, uma data comemorada todos os anos!

Eu estou completamente fora do panorama político do nosso país (quer dizer, conheço a malta e o básico. Principalmente sei onde me situo nos meus princípios e preferências políticas). Não gosto, faz-me confusão a vida politica (se fosse na minha sala passavam a vida a pensar na vida...) e prefiro nem tentar compreender. Quando preciso de saber (eleições e afins), tento informar-me o mínimo indispensável para votar de acordo com os meus princípios.

Por isso, para mim o 25 de Abril está fora do panorama político atual. Para mim, todos devíamos festejar o 25 de Abril pelo que foi e o que significou para um país inteiro. Sei, claro, que tudo se passou no panorama político do país na altura. Foi uma revolução politica e fez com que fosse possivel a vida politica atual. Mas para mim foi muito mais que isso! Foi a chegada da liberdade, da possibilidade de sermos diferentes e melhores!
 
Todas as crianças deviam saber o que mudou e principalmente devíamos lembrar as nossas crianças do valor da liberdade!

Este é o único dia festivo em que, todos os anos, paro a minha vida de sala de aula para explicar e fazer algo alusivo ao tema.

Eu não passei pelo dia e felizmente não vivi o antes, mas tenho imenso respeito por aqueles que nos deram a oportunidade de sermos livres com todos os direitos que temos atualmente. 

Gosto de ver os filmes, ouvir as reportagens do dia e imaginar a rebeldia daqueles que ganharam coragem para tomar a voz do povo e devolve-la.

Arrepia-me ouvir o Grândola e todos os anos ensino a Gaivota no meu grupo.

Sinto que devia ser um dia "obrigatório" de lembrar nas salas de aula, dar a conhecer às crianças o valor da nossa vida actual e de como isso foi ganho por um conjunto de pessoas muito corajosas! Sendo um evento político, ultrapassa essa dimensão, quando permite que todo um povo veja as suas vidas mudadas, mais livres, leves e felizes.

Acredito que tenha uma visão romântica da revolução. Mas mesmo na minha visão romântica do dia, sinto que é importante festejar, relembrar o antes para nunca se permitir que o antes seja o amanhã.
 
Este ano não tenho grupo, mas fiquei super feliz de saber que na escola onde trabalho foi criado um evento escolar sobre o dia e como o meu grupo me soube explicar o que significa este dia.

Cá em casa, todos os anos falamos nisso à piolha, ouvimos a música e contamos vezes sem conta a história (ela também gosta e adora repetições)!

Todos os anos vamos à avenida, mostrar-lhe que somos muitos a valorizar e respeitar o dia! Adoro ver famílias inteiras a passear na avenida, a conviver no meio da rua neste dia que felizmente é um dia de festa! 

Hoje fomos estrear-nos como família de 4! Levamos os dois carrinhos e lá fomos nós mostrar aos filhos que há valores que duram muitos muitos anos!

O Martim estreou-se no chapéu de sol e dormiu ao som do Grândola vila morena... A Margarida festejou até as forças lhe faltarem a adormecer no meio de tanta agitação. Eles dormem descansados...sabem que quando acordarem tudo será como sempre foi para eles, feliz e despreocupada!

Felizes são os miúdos que mesmo sem terem noção da importância do evento são felizes no seu festejo! Como dizia a Margarida quando lhe resumi a historia de manhã: "Mãe, ainda bem que os senhores bons apanharam o senhor mau! Somos muito felizes assim!"

Somos sim filha...e se tudo correr bem vamos sempre festejar a coragem de uns para o bem de todos!

25 de Abril sempre!🌹


Ao fundo está sempre o futuro, mas é na nossa mão que descansam as decisões!

Ainda não tinha acordado decentemente...

No metro!


Os 4, dois a conduzir e dois a dormir!

a primeira viagem de metro do rapaz

Esta já é do ano passado, mas adoro a carinha de bebé, lá atrás!

domingo, 22 de abril de 2018

O que mudou na segunda gravidez!

Toda a gente diz que as gravidezes são todas diferentes, mas eu sempre rezei para que as minhas fossem muito semelhantes... Na gravidez da Margarida tive 0 incómodos. Tirando a azia no final da gravidez, praticamente passou-me ao lado os incómodos normais dessa fase da vida.

Claro que no final já estava enorme, mas lembro-me bem de fazer imensas caminhadas para ver se a rapariga se encaixava e decidia a sair pelo caminho normal!

Ora desta segunda vez já não foi assim tão simples...Felizmente em termos médicos foi uma gravidez pacífica e sem sobressaltos.

Mas olhando para as alterações da minha vida.. aí já o assunto muda de figura.

A começar pelas más disposições do primeiro trimestre. Não andei propriamente enjoada, mas a juntar aos nervos por causa do trabalho a coisa andou meia agoniada.

Passam os "enjoos" e chega a azia! Se da mais velha só tive no final porque a rapariga era grande e estava muito em cima, deste piolho pequeno, foi logo aos 4 meses... Duvido um pouco da crença da relação da azia com os cabelos, mas a verdade é que o rapaz saiu bem cabeludo!

Embora desta vez as minhas costas tivessem muito mais colaborativas e não tivesse dores (até porque ele era mais pequenino), o rapaz assim que começou a ganhar peso, encaixou-se sabe Deus onde, que no resto da gravidez deu-me cabo dos nervos.  Não, não era do sistema nervoso...era mesmo de um nervo qualquer que o rapaz insistia em pressionar e que me dava dores loucas! E claro, quanto mais pesado, mais dores!

Foi essa a minha principal queixa durante a gravidez. O peso dele, as noites mal dormidas, as mil vezes na Wc, tudo isso faz parte...mas as dores na virilha, essas não era suposto e tive o "prazer" de as ter comigo até ao fim. 

Desta vez também o lado romântico da gravidez já não existiu. A ideia da primeira gravidez, o encantamento da descoberta do bebé, da preparação do quarto, tudo isso já não é tão forte. 

O que se intensifica são as preocupações, os medos e a ansiedade de como vai ser no futuro. Temos muito mais noção do que pode correr mal, dos problemas que podemos enfrentar e do que vai acontecer. Sempre fui uma pessoa muito positiva, mas a verdade é que há medos que são inconscientes e inevitáveis. Aprendemos a viver com eles, mas o aperto no coração só passa (ou alivia) quando temos o bebé são e salvo nos nossos braços!  

Achamos sempre que não estamos a dar atenção suficiente à barriga, não falamos tanto com ela. No meu caso, muitas vezes nem me lembrava dela!

Para além de tudo, ainda tinha a pequena que achava que a mãe se conseguia mexer como de costume. Mesmo quando eu já estava de barrigão sem me conseguir dobrar!

A pouco e pouco fui deixando de conseguir fazer as rotinas de sempre com ela...o banho, o deitar, o sentar no chão a brincar! Mesmo assim, ainda me lembro de estar com ela no chão 15 dias antes do rapaz nascer! Este deixar de fazer as rotinas com ela serviram também para depois do bebé nascer ela não sentir tanto a diferença, mas até deixar de as fazer ainda me vi grega umas quantas vezes...

O facto de termos outra criança em casa complica um pouco a questão da gravidez... deixa-nos menos espaço de manobra para descansar durante o dia e pelo contrário, dá-nos mais trabalho, porque os pequenos querem continuar com o seu ritmo a 100%!

As noites que já são mal dormidas por causa da barriga, também temos a mais velha a chamar pela mãe a meio da noite!

Enfim, a verdade verdadinha é que mesmo com imensas dores e o coração minúsculo, já ando a suspirar de saudades da minha barriga!
 
É para mim, das melhores fases da vida, saber que estamos a gerar uma vida e sentir o bebé a pouco e pouco a mexer dentro de nós. É na única altura da vida em que mostro orgulhosamente a minha barriga, sem a ter que esconder ou disfarçar!

Provavelmente esta foi a minha última gravidez, mas a verdade é que as saudades já são muitas!

As preparações


Uma das primeiras fotos dos "manos"


Na sessão de família que fizemos!
Na véspera do rapaz nascer! Depois de me despedir da pequena e ficar com o coração ainda mais pequenino!

quinta-feira, 19 de abril de 2018

"Mãe, posso casar-me aqui em casa?"

A piolha mais velha anda fascinada com o tema do casamento... Ao que parece não é a única na sala dela com essa ambição, fazendo com que seja um tema muito falado!
 
Despachada como é já tem tudo organizado!

Na semana passada convidou-nos para o casamento (fiquei deveras contente..convidado dá prenda, não paga casamentos! LOL) e estendeu o convite à avó.

Achou que o dito cujo poderia ser cá em casa e discretamente pediu-nos autorização para o fazer aqui. (tirando o problema do noivo não saber a morada, este era o sitio ideal! ahaha)

No outro dia viu o meu vestido de noiva e ficou com os olhos a brilhar!! Já queria vesti-lo, mas claro que teria que usar umas andas! Agora nas lojas andam sempre à procura de vestidos bons para a cerimónia!

Para terminar os preparativos, e para minha grande surpresa...trocou de noivo! Ora o rapaz não superou as provas, não há problema, troca-se para outro!

Não sou de fomentar namoros e casamentos nas crianças, principalmente tão novas. Mas a verdade é que vivemos num mundo onde esse tema é falado diariamente e fomentado por muitos adultos que a rodeiam. 

É bastante comum ouvir adultos a perguntar aos miúdos pequenos se já tem namorado. Quando acontece connosco tento sempre desviar a conversa para o amigo especial. Esses existem sempre e é muito bom que estejam presentes na vida dela. São os amigos que nos fazem falta.

Mas a piolha que anda na fase das princesas e príncipes, também se acha no direito de ter um casamento, tal como as princesas dos contos de fadas!

O que me descansa neste assunto é que é para ela um casamento muito inocente.. o importante é a noiva (com tudo o que ela merece e tem direito) e o noivo é apenas alguém que lá tem que estar para poder dar-se a cerimónia. Elas são despachadas mas felizmente inocentes! 

O noivo não é um objecto, porque segundo a educadora os noivos andam na fase do encantamento, mas não é esse o foco principal.

Segundo ouvi dizer o mesmo será já amanhã, mas em conjunto com as amigas (tipo casamentos de santo António! haha)

Ontem à noite, mesmo antes de adormecer dei-lhe a entender numa conversa (não relacionada com o casamento) que um dia ela ia ter a sua casa. Para minha surpresa a rapariga ficou toda chorosa que não queria sair de casa! Queria ficar para sempre com a mãe e o pai!

Sorri com a boca e com o coração! Era bom que fossem sempre assim pequeninos e no nosso ninho, mas a vida vai seguir e ela um dia vai querer sair. Nesse dia, quem ficara chorosa irei ser eu...

Mas por enquanto vamos estando atentos aos interesses dela e enquanto a importância dos amigos foi mais forte lá vamos dando tréguas ao tema do casamento!

Pode ser que ainda nos calhe uma fatia de bolo! ;) 

Não são, mas podiam ser as amigas casadoiras!

Não poderá ser este o vestido porque agora ela é a princesa Aurora...mas poderia servir perfeitamente para vestido de casamento

terça-feira, 17 de abril de 2018

Musica, manos e muitas lágrimas!

No sábado passado, fui com a malta pequena ao concerto Palmo e Meio da PSP. É uma excelente iniciativa da PSP e é um concerto muito bem conseguido! 

Já tínhamos ido uma vez e fiquei muito bem impressionada. Este ano como não há natação aos sábados tudo ficou mais fácil.

Acabei por levar o caçula connosco, já que a meio do concerto era hora do almoço dele. 

Inicialmente estava a dormir e pensei que assim ficaria... mas curioso como é assim que começou a ouvir música acordou todo bem disposto.

Esteve todo o tempo super atento aos sons que ia descobrindo..a tuba, o oboé, a bateria, o piano e principalmente ao som da voz do tenor!

A meio do concerto até teve o privilégio de ser levado a "voar" pela sala pelo colo do tenor. 

Claro está que eu aguentei o mais que pude, mas assim que ele voltou aos meus braços foi um lavar de lágrimas! Disfarçadas, mas mesmo assim profundas!
 
Já com a Margarida emocionava-me muito nos primeiros concertos dela. Não consigo explicar, mas sinto um aperto bom no coração que estamos a andar pelo caminho certo. Há tanta coisa que podemos fazer por eles que um pouco se música nas nossas vidas só nos faz bem!

A mais velha adorou o concerto e esteve todo o tempo a aplaudir, cantar e divertir-se com a sua amiga, que também foi connosco! O colo da avó é maravilhoso e pela primeira vez vi um concerto para crianças de frente para ela, do outro lado da plateia. Quando o mano voou os seus olhos brilharam e bateu imensas palmas por ele! (Estes pequenos gestos de amor acalmam o meu coração em momentos de crise de ciumeira)

No final do concerto eles oferecem um lanche delicioso, com direito a bolos, pão e sumos! Não há melhor forma de terminar uma manhã!

O rapaz pequeno que assim como quem não quer a coisa foi ao seu primeiro concerto,  aguentou todo o concerto sem pedir comida e já só comeu no nosso almoço!



domingo, 15 de abril de 2018

Dia dos irmãos!

Sou filha única!

Se isso tem aspectos positivos (muitos!), também tem outros menos bons.

Apesar de sempre ter crescido com muitos primos, sempre me faltou o irmão ou irmã.  A fraternidade entre irmãos, as cumplicidades, as brincadeiras e até as discussões!

Quando a conheci (com um cabelo almofadinha delicioso e ainda no 1º ciclo) e com o passar dos anos "adoptamo-nos" uma à outra e passamos a ser irmãs de coração.

Já passamos por muitos anos juntas...uns mais próximas, outros mais afastadas, mas sempre atentas ao caminho.

Tal como as amizades verdadeiras, não é preciso estarmos juntas todos os dias, mas sabemos que a outra lá está, sempre como se nos tivéssemos visto/falado no dia anterior.

 É a minha irmã de coração!

Um bocado atrasado, mas feliz dia dos irmãos!!