domingo, 2 de setembro de 2018

Quando um filho nasce...

Quando os meus filhos nasceram, no dia em que eles nasceram, senti das duas vezes que deixei o meu corpo entregue à natureza!

Da primeira vez, como ainda havia uma pequena esperança que a miúda nascesse pelo sitio certo e fizemos a indução de parto. 

Logo pela manhã começaram as entradas e saídas do quarto. Era o toque, era a indução, era o CTG, era o médico...enfim um corropio de gente que vinha directamente ter comigo e apesar de sempre com cordialidade calma, faziam o que tinham a fazer no meu corpo.

Lembro-me de nesse dia, brincar com a situação e dizer que estavam à vontade, para mexer onde tinha que ser.

Aceitei logo muito cedo que ia doer o que teria que doer e que era para fazer o que tinha que ser feito. 

Nesse dia o mais importante era ela estar bem e nascer bem. A cada toque (bastante dolorosos), respirava fundo e pensava nela e no quanto a queria ter comigo.

Acabamos por avançar para a cesariana e aí, ainda com menos poder de gestão de procedimentos, foi olhar em frente e seguir caminho.

Não quero com isto dizer que correu mal, antes pelo contrario. A equipa era optima, senti-me sempre acompanhada e respeitada, mas a verdade é que pouco havia para decidir.

No parto do caçula, já ia preparada para o que vinha ai. Aí, mais do que no primeiro parto, senti que "entregava" o meu corpo à natureza. Era o que tinha que ser. 

Iriam doer as picadas, as anestesias, a costura, o peito, as alergias aos pensos. Tudo isso iria doer, mas eu já sabia que ia ser assim e que ia passar. Não valia a pena lutar contra ou esperar que não fosse. 

Na realidade a coisa correu pior do que eu esperava com mais dores e mais complicações, mas quando entrei naquele hospital já sabia que nesse dia a dor iria ser companheira de viagem.

Nada melhor do que aceitar a companhia de viagem, para que esta seja relativizada e consequentemente sofrermos um bocadinho menos. Não deixa de doer e de custar, mas sendo algo esperado e sabendo que vai passar em breve, começa a ser um bocadinho mais fácil de superar.

A natureza é sábia, e mesmo sendo cesarianas (que de natureza tem pouco), o nosso corpo está preparado para fazer nascer uma criança e ser forte para superar as dores necessárias para tal.

O corpo devolvido à natureza é um corpo mais calmo, menos tenso e logo aí menos dorido. Tudo passa, felizmente mesmo das situações um pouco mais complicadas, as dores de parto passam e no final de um mês não passam de meras recordações (essas sim, mais ou menos dolorosas).

Será pouco provável passar por outro parto, mas nos dois partos que tive, aceitar a dor física, foi a melhor forma de passar o momento!

Ainda faltava 1 mês para ele nascer!


No dia! Já depois de quase ter desmaiado e já prontinha para o ter...

Na véspera dela nascer...já no hospital!

39 semanas dela

39 semanas dele!
 

sábado, 25 de agosto de 2018

Respira...e não pira!

No outro dia fui ao Colombo com a maltinha pequena. 

A piolha quis ir brincar para a zona dos miúdos e como estávamos à espera da Avó, lá cedi.

Como bom período de férias que era, a zona estava cheia de miúdos crescidos, mal educados e obviamente a fazer asneiras com os paizinhos impávidos e serenos sem ligar nenhuma.

Lá geri com a miúda o local para ela brincar em segurança e fiquei de vigia aos dois (uma a brincar e o outro no carrinho).

De repente, chamou-me a atenção um choro compulsivo de um miúdo. O choro demorou um bocado e "cheirava" a uma birra daquelas com B grande!

Olhei em direcção ao som e vi uma mãe, com um miúdo ao colo (devia ter 2, 3 anos), e um daqueles carrinhos de empurrar os miúdos dos centros comerciais.

O miúdo esperneava ao colo da mãe e utilizava todos os seus pulmões para berrar em alta voz! A mãe tentava falar ao telefone com alguém que não estava a conseguir ajudar naquela super birra.

Às tantas ouvi o choro a aumentar e a voz da mãe (que até agora ainda não tinha sido audível) a desesperar com um "eu já não aguento mais isto!!"

Tentei não observar a mãe atentamente. Compreendo perfeitamente o desespero de um não aguento mais. Mas confesso que fiquei curiosa com a reacção seguinte.

Mas entre o miúdo e a miúda, distrai-me da situação e passado um bocado é que, quando olhei para ver se a minha mãe vinha aí, é que voltei a ver mãe e filho.

Agora, já sem choro, vi uma mãe que continuava a pegar ao colo o seu filho, de uma forma muito meiga e agora falava-lhe com meiguice, conversava com ele, provavelmente acerca da situação anterior.

Fiquei enternecida com a situação no sentido em que estando aquela mulher em desespero, conseguiu no meio da gritaria, respirar fundo e acalmar o seu filho, conseguindo ajuda-lo a acalmar e resolver o drama.

As mães são serem fantásticos! Mesmo em desespero de causa, conseguem olhar para a "big picture" e arranjar forças do mais profundo do seu ser, respirar fundo e resolver o que parecia insuportável! 

Quantas vezes não nos passa pela cabeça largar tudo e ir à procura de silêncio? Deixar o choro, as birras, as crises e fugir simplesmente do caos?

E quantas vezes fazemos isso? Felizmente que quando as mães foram criadas, vieram com um cofre secreto de força e coragem para enfrentar qualquer obstáculo.

Vêm ai um novo ano letivo e uma nova viagem na rotina exigente que são os nossos dias!

Que esse cofre continue sempre a existir (e que seja renovado nas férias) e que seja aberto o menos vezes possivel!!

Força para nós com muitos momentos caóticos!!


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O miúdo não bebe água!

É verdade... Este rapaz pequenito, nisso sai à irmã! Ambos não gostam de água!

Ela agora está mais adepta, principalmente agora no calor. Mas mesmo assim, o resto do ano é uma miséria a quantidade de água que bebe!

Agora o pequeno, consegue ser um pouco pior. Desde os 4 meses, com o calor que a pediatra nos disse que podíamos dar água. Portanto, desde a primeira vez que tentei que ele me mandou beber a mim..

Já experimentei de tudo! Água quente, fria, à temperatura ambiente....água de coco, água de cozer a fruta, chá... nada!

Também já achei que era do recipiente. O rapaz não acha muita piada ao biberão e então já andei à procura de outras soluções...Arranjei um copo que não verte, só quando se pressiona e outro com um bico maleável. 





Mas continuamos na mesma...Alguém com alguma ideia luminosa?

Agradecemos sugestões!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Hoje completo 36 verões!

1 - Sempre quis ser educadora de infância
2 - Tenho uma "panca" sobre organização
3 - Depois do nascimento do caçula, ganhei cabelos brancos.
4 - Sou péssima a fazer contas (principalmente de cabeça)
5 - Sou completamente apaixonada pelos meus pequenos
6 - Adoro tirar fotos!
7 - Detesto fazer limpezas em casa
8 - Adoro aquilo que faço e todos os anos me apaixono pelo meu grupo
9 - Não como iscas.
10 - Adoro comer no geral (😏)
11 - Era daquelas pessoas que tinha mesmo que dormir 8h por noite... até ter filhos claro!
12 - Aos 14 anos mudei de continente. Apesar de tudo, foi uma experiência boa e fui muito bem acolhida!
13 - Sou bastante tímida
14 - Levo as amizades a sério. Já doeu muitas vezes quando elas acabam, mas as que ficam valem bem a pena!
15 - A minha sobremesa preferida é arroz doce (o da minha mãe)
16 - Uso lentes de contacto desde os 14 anos. Sem elas sou uma nódoa!
17 - Não gosto de adormecer as crianças...dá-me sono!
18 - Sou filha única e de pais separados
19 - Gosto de cozinhar, mas não o costumo fazer
20 - Sou alérgica à primavera no geral
21 - Logo que comecei a trabalhar sai de casa. Mas andei sempre por perto
22 - Adoro estar gravida! Mesmo com tudo o desconfortável que isso trás.
23 - Sou teimosa e quando acho que estou certa ninguém me pára.
24 - Adoro livros infantis! Sou muito exigente com eles.
25 - Choro sempre nas apresentações da piolha. Comove-me imenso vê-la crescer!
26 - Tenho um mestrado. Orgulho-me disso, mas não faz diferença nenhuma na minha vida.
27 - Tenho excesso de peso há tantos anos que nem me lembro como começou
28 - Tenho uma irmã do coração. É minha amiga desde a 3º classe! BFF!
29 -Adoro piscinas e dar mergulhos!
30 - Tenho o tímpano furado. Era miúda quando aconteceu e nunca se fechou.
31 - A idade quando tive a mais velha.
32 - Não amo de paixão dar de mamar, mas confesso que dá imenso jeito! (agora que ele começou a deixar de mamar, gosto mais!)
33 - Choro com facilidade...lava-me a alma!
34 - Sempre quis ter 3 filhos. Mas sinto que não tenho forças para tal!
35 - Foi a idade com que tive o caçula.
36 - Começam hoje os 36. E começam em tão boa companhia!

No inicio foi difícil começar a escrever, mas agora tinha tanto mais para dizer...! Fica para a próxima! :P

sábado, 18 de agosto de 2018

Consegui 2h no sofá!!


No outro dia, depois de imenso tempo a querer ver o filme, consegui 2 horitas para ver o Tully!

A piolha mais velha estava com a avó e o piolho estava bem disposto e deixou-me ver (com um intervalinho para o ir deitar para a sesta) algo tão inédito como um filme do início ao fim!

Já tinha ouvido boas críticas do filme e estava super curiosa de o ver. A verdade é que adorei!

Passei o filme todo com uma linha de pensamento (não, não fui logo muito perspicaz, mas o meu cérebro não anda no seu melhor!), e no fim  levei um baque que me tocou o coração!

Toda a agitação dos primeiros tempos, a gestão dos dois (no caso dela 3), tendo que respeitar as necessidades de cada um não é tarefa fácil. Nós acabamos muitas vezes por fica para trás.

Quantas vezes, ainda agora já com a nossa vida a 4 normalizada, me sinto tão pouco mulher e tanto mãe! Quantas vezes tenho a malta pequena toda arranjadinha e quando chega a minha vez já não tenho nem forças nem paciência para me arranjar?

Mas a verdade é que apesar de nos deixamos em último lugar, na maior parte das vezes conseguimos manter o mundo à nossa volta bem, cuidando de todos os que nos rodeiam e fazendo aquilo que temos que fazer. Na maior parte das vezes à custa da nossa sanidade mental e dentro de um enorme cansaço que quase nunca se vê.

Adoro ser mãe da minha malta, mas as vezes (só as vezes) precisava de ser menos mãe e mais Catarina. 

Conclusão, adorei o filme! Acho que é uma óptima representação dos primeiros tempos e da forma como cada uma de nós, de uma maneira onde outra consegue dar a volta ao "trapo" que ficamos quando passamos por um parto e seguimos com a vida da família em frente.

Felizmente nem sempre estamos tão sozinhas e nem temos um episódio tão trágico, mas de certeza que todas acabamos por ter uma Tully dentro de nós! 

A todas as mães, recentes ou não, aconselho vivamente o filme. De certa forma lembra-nos do quão forte somos e como, pelos filhos, fazemos "milagres".


 Resultado de imagem para tully filme

Imagem relacionada

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Como ela cresceu...!

Como já tinha dito, nas férias costumamos ir sempre passar uns dias ao mesmo hotel.

Somos muito rotineiros e por isso as vezes conseguimos tirar todos semelhantes ao longo dos anos.

Por curiosidade, fui procurar as fotos e fiz uma montagem com as diferenças...





Quando olhei para as diferenças (aproveitei e andei a divagar nas fotos antigas dela), fiquei estupefacta como a rapariga cresceu!

Em 2 anos é espectável que haja uma grande diferença, mas é incrível de como de um ano para o outro a rapariga mudou tanto!

Está uma crescida, deixou de ter corpo de bebé e deu um salto em altura!

A minha pequena está realmente uma crescida! 💓

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Demasiado cedo para o "não"?

O nosso piolho cá de casa é um despachado!

Muito mais despachado em termos motores que a mana, já anda todo animado a sair do seu perímetro de segurança para explorar novos mundos!

A nossa casa está protegida para crianças, nada de muito extraordinário mas as fichas e coisas pendentes estão salvaguardadas, por isso estamos mais ou menos descansados nos seus passeios.

Embora sempre debaixo de olho (e coitado, tem logo 3 pares de olhos vigilantes), ele lá vai dando os seus passeios, voltando normalmente à casa de partida.

Mas cada vez mais temos que ir chamando a atenção dos locais onde ele se vai enfiando.

Agora, desde que voltamos de férias, noto um salto no desenvolvimento motor dele. 

Embora não tenha adquirido mais nenhuma competência, consolidou bastante as que já tinha. Já se move de uma forma muito mais consistente e organizada. Consegue chegar muito mais rapidamente a onde quer, usando diferentes estratégias.

Agora a muda da fralda, no muda fraldas, passou a ser uma aventura. Tudo agora é mais interessante do que estar quieto para lhe trocar a fralda (e eu consigo trocar a fralda num abrir e fechar de olhos!!)

No outro dia, tal foi a viravolta que mal lhe conseguia enfiar a fralda. De repente, vinda lá dos fundos (que este ano tem estado adormecida), subiu a educadora que vive dentro de mim e lá saiu um ralhete adequado à idade, juntamente com um gesto firme que ele deveria ficar ali.

Ele claro, ficou um bocado surpreendido, mas na sua rebeldia tentou voltar a fazer. Voltei a chamar a atenção e quando o pus no chão, frisei que não podia ser, que tinha que ouvir a mamã. 

Como é óbvio estes ralhetes surgem em voz firme mas doce, não estando eu a falar com um bebé de 6 meses.

Eu sei que pareço um pouco doida, com 6 meses e já com ralhetes, mas a confirmação que a minha teoria esta correta, foi o seu olhar, depois de o colocar no chão, assim como quem estuda o meu olhar e tenta perceber se já me voltei a rir.

Lembro-me que ele ainda não tinha um mês, numa das noites de loucura onde choravam os dois e eu já sem saber o que fazer, que peguei nele ao colo, bem junto ao coração e disse-lhe muito calmamente que não podia ser, que tinha que me ajudar. Fi-lo num desabafo de desespero, mas a verdade é que ele olhou para mim com um ar curioso, notando que o tom de voz foi bem diferente do habitual doce e meigo.

O "não" é a palavra que eles melhor conhecem desde que nascem. É verdade! Mas também é verdade que mesmo pequenos, eles entendem que há diferentes tons de voz, atitudes diferentes e mesmo no seu mundo "explorar até ao fim", percebem que há que fazer paragens e ouvir o outro.

Acredito piamente, que a educação começa desde bebés. Desde cedo que eles devem compreender que existem momentos para brincar e outros para ouvir. Uns para a tontice e outros para respeitar.

Só assim educamos para o futuro, para que sejam capazes de aceitar os limites que tanto os faz sentir seguros!





Qual o melhor sitio para se estar? Debaixo da espreguiçadeira claro!

Sempre fora do perímetro de segurança!