quinta-feira, 17 de maio de 2018

As nossas mini férias!

Depois do Fluviário pegamos em nós e rumámos a Reguengos!

Fomos para um hotel muito bonito, onde os quartos eram casinhas e principalmente cheio de paz!

Rodeados de vinhas, não se ouvia mais do que passarinhos e grilos!

Os nossos quartos eram ao lado um do outro, o que permitia que a piolha andasse a saltar de um lado para o outro! Até o mano dormiu uma sestinha ao relento, a aproveitar o bom tempo!

Eu adoro hotéis com casinhas, onde podemos respirar ar puro e aproveitar a natureza. Fico sempre com a sensação que devia mesmo ter uma casa com um quintal para os miúdos poderem aproveitar a natureza, o bom e o mau tempo.

Durante os dois dias que lá tivemos, passeamos pela zona e aproveitamos para disfrutar do bom tempo, dos pequenos e de nós todos juntos!

O primeiro ponto de paragem foi em São Pedro do Curval onde visitamos uma olaria muito gira e real! Pudemos ver in loco como se fazem as peças, desde a sua formação à pintura e retoques finais!

Almoçamos em Monsaraz onde visitamos o castelo, a piolha subiu com o pai à torre mais alta e descansamos à sombra das oliveiras!

Fomos ao Alqueva ver a barragem a imaginámos como seria antes de ali se construir um enorme lago.

Ainda conseguimos ir a Portel, ao Museu da Bolota. É um museu que fala sobre o Alentejo e as suas maravilhas. A gastronomia, a agricultura, a fauna e a flora! 

A sala dos sentidos foi a preferida da piolha! Aí pôde cheirar, tocar, ouvir ,ver e saborear elementos da natureza! O melhor de tudo é que não foi a única a aproveitar os jogos e adivinhas, todos nós fizemos!

No segundo dia, andamos por Reguengos, visitámos a Igreja e passeámos pelo centro.

Foram dois dias muito tranquilos, onde pudemos mostrar à piolha diferentes realidades e descansar um pouco do ar da cidade.

Terminamos a semana numa vila perto de Portalegre, onde descansamos e onde a piolha aproveitou mais um pouco a natureza!

A varanda do pequeno almoço!

pé de fora!

Um dos muitos piqueniques que fizemos!

Kuku!

A subir para a torre mais alta!

Alqueva

Museu da Bolota

Alqueva

O nosso hotel

O parque


A malta pequena a ver a transmissão em Fátima

O centro de mesa

A piscina do Hotel

Paz

As mulheres da minha vida!

Reguengos

Olaria



Os meus pequenos!

Monsaraz


 

terça-feira, 15 de maio de 2018

Fomos ao fluviário de Mora!

Na semana passada, enchemos o carro até à linha de água e lá fomos nós de férias! Aproveitamos a desculpa da rodagem do carro e o a licença de maternidade e lá fomos nós os 5 (levámos connosco a avó!)

A primeira paragem foi no fluviàrio de Mora. Já tinha ouvido falar várias vezes e sempre bem, por isso aproveitamos ficar a caminho e lá fomos nós!

O espaço está muito organizado, com informação clara e sempre imagens a acompanhar! 

Como era dia de semana, tivemos o fluviàrio só para nós, o que permitiu que ela andasse à vontade e pudéssemos ver tudo com calma.

O mano aproveitou para uma soneca na mochila, enquanto a miúda observou todos os peixes, rãs e outros animais dos rios!

No final montaram um grande painel sobre diversos aspectos da água dos rios e a piolha aprendeu sobre o ciclo da agua, a sua utilização, os caminhos que faz até casa e as suas utilidades.

Foi uma visita muito agradável e tranquila, perfeita para um inicio de férias!!













 


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Quando o teu olhar fala...

De vez em quando, sem perceberes o teu olhar fala com os miúdos.

Eu, atenta aos meus amores (tu incluído), adoro ouvir esses olhares e sentir que entre tu e eles existe uma linha que nunca ninguém poderá quebrar!

Quando os teus olhos seguem a crescida que sem saber está a mostrar-te que já é uma menina!

Quando o mais novo te encanta, com o seu sorriso desdentado e te faz sorrir!

Quando a crescida envolve-te a brincar sozinha e te lembra como era quando era bebé. 

Quando percebes que estamos no caminho certo porque a mais velha canta, no quarto, Xutos e Pontapés!

Quando o nosso bebé sorri e segue-lhe com o olhar por onde quer que vás!

Quando pegas na piolha, já grande, mas que cabe tão bem ao teu colo que ela tanto adora!

Quando sorris com a boca e o coração a olhar para ele, e permites-te derreter um bocadinho com o seu encanto.

Quando ele se enrosca nos teus braços e só olha para ti!

Quando ela entra nas tuas baltrocas de palavras e riem juntos!

Quando o caçula palra contigo e conversam sobre o mundo!
 
Tu não notas e às vezes são só momentos minúsculos do nosso dia, mas quando eles acontecem o meu coração fica um bocadinho maior e mais quente!

É isso que me alimenta a alma e faz ser forte e corajosa como dizes que sou.










terça-feira, 8 de maio de 2018

Já não me lembro de ti meu pequeno...

Ainda só passaram 3 meses e eu já não me lembro de ti quando nasceste.

Não me lembro da tua carinha inchada e dos dias do hospital. Sei que lá tivemos, que mamavas de um lado de cada vez. Sei que sempre que choravas eu dava-te mama e que dormiste muitas vezes ao meu lado, na minha cama.

Mas a memória atraiçoa-nos e faz-me esquecer o som do teu choro, os barulhinhos que fazias a respirar.

Já não me lembro de como eras pequeno e frágil. Sei que tinha receio de te desmontar no banho, mas as minhas mãos já não te sentem tão pequeno!

Não me lembro de como era antes de começares a sorrir. Como era eu recompensada antes de começares a sorrir? Como comunicavas comigo todo o dia?

Já não te sinto na tua posição favorita de dormir, encostado ao meu ombro. As nossas noites a dormir sentados já não voltaram mais.

Ainda és muito pequenino e com o passar do tempo também me vou esquecer de como era antes de falares, andares, sentares e muito mais que ainda vais aprender.

As fotos ajudam a relembrar, mas o cheiro, o toque e o som esse nunca mais volta atrás!

És o meu segundo bebé, mas tenho que me esforçar em não deixar de te filmar e fotografar. Só assim daqui a algum tempo (não muito) vou conseguir matar saudades tuas e relembrar um bocadinho do que era no inicio! 

É tão bom ver-los crescer, mas era muito melhor poder sentir sempre o ontem juntamente com o hoje, no amanhã!







domingo, 6 de maio de 2018

No dia da mãe, lembremos os momentos solitarios das mães...

No outro dia falava com uma amiga também com um recém nascido nos braços e ouvi o seu desabafo que também é meu.

Para bem dos nossos filhos nós fazemos tudo. Isso é inegável e ninguém põe em causa. Mas, a que custo fazemos isso?

Quantas vezes, estamos fechadas nos quartos, diariamente a sentir que o mundo se passa lá fora e nós estamos fechadas com aquele pequeno ser, às escuras para ele dormir?

A rotina, sendo muito importante para os bebés, leva-nos muitas vezes a pequenas "prisões" dentro de casa...Estamos ali com aquele pequeno ser a embalar, a amamentar, a trocar fraldas, falar com eles, ou simplesmente vê-los dormir.

É uma ideia romântica de pôr o bebé a dormir e ficar a vê-lo. Mas quantas vezes isso não se torna uma rotina tão rotina que começa a ser demasiado pesada?

Agora o caçula está mais crescido e adormece com mais facilidade à noite. Mas no início ficava muitas vezes "presa" no quarto a ouvir o seu choro e a tentar acalma-lo e adormece-lo enquanto ouvia o pai e a filha cá fora a brincar, ou a conversar. 

Mesmo agora, já sei que entre depois do meu jantar fico fechada no quarto com ele. Entre banho, jantar e adormecer passam-se algumas horas em que não vejo ninguém para além dele e muitas vezes dela! Quando estão os dois a rotina ainda fica um pouco mais pesada, apesar de actualmente conseguimos gerir bem o tempo de dormir.

Às vezes, principalmente no início, somos prisioneiras domiciliárias. Ou o tempo está mau, ou o bebé precisa de dormir, ou simplesmente não temos força para sair. São muitas vezes estas as razões para passarmos os primeiros meses em casa, só a olhar para eles. 

Mas tudo isto tem um custo para nós. Principalmente para a nossa sanidade mental! 

Esta solidão é muito invisível para os outros. Não é perceptível que quando estamos no quarto com os bebés, estamos mesmo sozinhas! Eles não falam connosco, eles choram e muitas vezes só conseguimos mesmo olhar para eles!

Desta vez tenho a sorte de ter duas amigas com bebés nascidos pertinho do meu. Ainda consigo às vezes comunicar nestes momentos, aliviando um pouco a solidão. Mas a verdade é que esses momentos são excepção à regra, o normal é acabarmos por falar com eles e não obter resposta verbal.

Não há nada que se possa mudar, vida de mãe é mesmo assim...mas há que ter sempre esperança...tudo vai melhorar! :)