terça-feira, 17 de julho de 2018

Tralha das férias - Parte 1 - Roupas e comidas

As férias estão a chegar e se são como eu, já andam com a cabeça a organizar roupas, cosméticos e tralha para levar!

Embora já tenhamos ido passar uns dias com os pequenos, desta vez iremos mais dias, com atividades mais diversificadas (praia, piscina etc..), o que faz com que a logística seja diferente.

Da piolha, desde que ela nasceu até à bem pouco tempo, a mala dela era feita de sacos e saquinhos. Cada muda de roupa estava num daqueles sacos vedantes do ikea (eram roxos, mas agora são cinzentos). Assim, já sabia que cada saco tinha uma parte de cima e parte de baixo, já a condizer. 

Para as cuecas, pijamas, vestidos, meias e casacos, tinha um saco para cada categoria. 

Para ser perfeito, só uma mala também com divisórias, mas pronto, isso já era pedir muito! heheh

Claro que ao longo as férias, os sacos vão sendo mexidos e vou aproveitando a roupa que, embora já usada, possa usar-se noutro dia (principalmente partes de baixo) e vou aos conjuntos tirar algumas peças.

Com esta organização em sacos, não só é mais fácil de rentabilizar a roupa dela, como também facilito o trabalho ao pai, quando precisa de ir buscar um muda par a miúda. Estará o conjunto pronto, dentro do saco!

Os sacos do ikea são perfeitos, primeiro porque são impermeáveis e se houver algum acidente não se suja nada, são ao tamanho ideal (agora já um bocadinho rés vés) e porque fecham e não há confusões de roupas.

Nas férias, ao contrario de muito boa gente, eu prefiro levar mais roupa do que irei precisar. 

Detesto ter que lavar roupa e preocupar-me com isso na semana em que vamos passear, principalmente roupa deles! Assim levo sempre saquinhos a mais e até costumo levar um com "extras", umas t-shirts e calções sem conjunto para poder conjugar com os conjuntos que preparei. Se sujar sujou e não nos preocupamos com isso.

A roupa suja, normalmente vai de novo para o mesmo saco, de maneira a não haver roupa espalhada na mala. 

O que nunca falta no verão: Fatos de banho (pelo menos 2 para revesar), chapéu (pelo menos 2, caso se perca um), casaco mais ou menos quente, vestidos, leguinns (mais para a noite), protector solar e sandálias que se possam molhar.

A ideia é ter roupa prática e variada, para poder adequar ao tempo e às atividades. Normalmente nas férias proveito para uma sessão de fotos ao final da tarde e adoro vesti-la mais "pipi" para irmos jantar fora. 

Por norma, as noites não são muito quentes, por isso o casaco é importante. Em termos de sapatos, embora vá sempre uma sandália, o que ela mais usa são sandálias que dão para molhar. Assim não há preocupação de estragar ou sujar.

Haja descontracção para aproveitar o descanso!

Na alimentação, o ano passado já foi muito descontraída. Já não levamos a maquina da sopa, mas enquanto ela comia das suas sopas, levávamos a nossa maquina de fazer sopas portátil. Uma maquina pequenina que faz duas doses de sopa de cada vez e que nos descansava com a alimentação dela. Sopa fresca todos os dias enquanto tomávamos o pequeno almoço!

Por norma, também levamos muitos snacs para a praia, lanches, gulodices para todos e os almoços. Optamos por almoçar no hotel e jantar em restaurantes. A seguir ao almoço vem a sesta e já la estamos e sempre poupamos um pouco mais.

O facto de almoçarmos no hotel também facilita para controlar os abusos e tentações. Não há gelados, nem sobremesas, por isso concentramo-nos em conversar em família e fazer as nossas macacadas.

Aproveitamos também muitas vezes os supermercados locais para aquilo que vamos comendo. Assim poupamos em espaço e sempre conhecemos um pouco melhor a zona.

Amanhã segue a parte 2 com a tralha e afins!



Um dos nossos almoços. A mesa ainda não estava arrumada, mas dá para ter uma ideia.
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Os tais sacos. Normalmente uso o maior. O pequeno uso para cuecas, meias. Também os uso para levar os xaropes (já aconteceu entornar e não se estragou nada).

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Esta é a nossa maquina. Muito compacta e prática. Também é rápida e fácil de lavar. Cose e tritura, 2 em 1.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

No carro, no restaurante, no parque e em todo o lado!

Quando a piolha crescida nasceu, tinha algum pudor em dar de mamar na rua. Não pelos outros, mas sentia-me desconfortável a fazê-lo e gostava da intimidade entre mim e a pequena. Não me privava de ir a nenhum lado, mas na hora H, íamos as duas para o carro e lá tínhamos o nosso momento.

Nunca fui contra quem o fizesse e fiquei bastante surpreendida quando estalou a "confusão" do dar ou não de mamar em público.

Desta vez, quando engravidei, sabia que já não teria qualquer problema em dar de mamar na rua. A maturidade de mãe era outra e no segundo o à vontade é sempre diferente.

As modas na puericultura mudam muito rapidamente e desde a mais velha até agora muita coisa nova apareceu e muito mudou. Com toda esta controvérsia da amamentação em público, apareceram os aventais de amamentação, que dentro do meu jeitinho, saberia que não ia dar certo.

Claro que desde que ele nasceu, nada me impediu de dar de mamar onde quer que fosse, quando fosse. Sinto que usufruo muito mais da amamentação, que o fazia na mais velha.

Apesar de não ser da leva da livre demanda, onde quem manda são eles e nós somos dependentes da vontade deles, desta vez todo o momento de amamentar é muito mais livre. 

Vamos passear sempre que queremos, se tiver que comer, faz-se uma paragem e alimenta-se o pequeno. Sem stress!

O rapaz já comeu em quase todos os restaurantes onde eu almocei desde que ele nasceu. Se a mãe come, porque não há-de ele querer comer?

Ultimamente, e sendo um clássico da idade, a amamentação em público tem sido mais complicada, não para mim, mas pela distracção do rapaz. Com a curiosidade a aumentar, ele quer ver tudo e comer passa para segundo plano.

A pensar nas férias, mandei vir um avental de amamentação, o mais fino possível para ver se o rapaz não se distrai tanto.

Quem me conhece sabe bem que, obviamente, que me baralhei toda com isso e mesmo com distracções prefiro ao natural e sem "aventais". Já o usei para adormecer o miúdo, para tapar do sol, mas para amamentar, só uma vez e foi bastante confuso para os dois.

Mas apesar da minha descontracção acerca do assunto, cada vez que me preparo para amamentar fora de casa, estou sempre mentalmente preparada para responder, caso alguém comente de forma maliciosa o momento. 

Mas, a verdade é que, todas as vezes que o faço, surpreendo-me com a receptividade positiva de quem está à volta, umas vezes de forma explicita, de outras mais discreta.

Fico sempre feliz quando percebo que é cada vez mais natural alimentar bebés em público, principalmente depois de todas as discussões que andam por ai!

Enquanto as coisas não mudarem, lá estaremos os dois sempre prontos a partilhar o nosso momento de alimentação em espaços públicos, de preferencial num sitio mais resguardado, com menos distracções possíveis. 


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Mamã, quando for grande quero ser como tu!

Este fim de semana foi a loucura do aniversário da piolha! Em breve virá o post do aniversário, mas hoje falo-vos dos mimos que ela me anda a dar!

Desde que a piolha nasceu nunca foi meu objetivo criar um ser à minha semelhança. Sempre tentei mostrar-lhe o mundo e dar-lhe diferentes oportunidades de o conhecer e tirar as suas ilações sobre o mesmo.

Quando conversamos tento mostrar as minhas opiniões e ideias, mas valorizando as suas e dando-lhe espaço para conversar sobre elas.

Ora há uns tempos para cá, ela tem vindo com a conversa do que quer ser e como fazer as coisas quando for grande. Eu sempre apostei em engenheira civil ou algo parecido como profissão, já que ela adora tudo o que seja relacionado com construções, estradas, linhas de comboio e afins.

Na semana passada estávamos a conversar a caminho de casa e de repente diz-me ela "Sabes mamã, quando eu for grande vou trabalhar com a Carolina. Vamos ser professoras e trabalhar na mesma escola. E sabes mamã, eu quando for grande quero ser como tu, professora e mãe com um bebé na barriga"

A minha primeira reacção foi "a sério filha, educadora? Olha que isso não compensa..."
A verdade é que eu adoro o que faço e não trocava por nada, mas sei que não é de todo uma profissão valorizada nem tão pouco descomplicada, o que faz com que eu não a deseje como futuro da piolha.

Mas também sei que se a vocação é essa, não vale a pena negar, mais tarde ou mais cedo ela vai acabar por chegar lá. Por isso não fui muito efusiva na minha negação e lá está, sendo que o caminho é dela, o meu papel é apoiar.

Também já me explicou nas suas conversas telefónicas fictícias que falava daquela forma porque queria fazer como eu fazia. (um espelho autêntico...aquela miúda apanha tudo)

Passado uns dias repetiu o seu desejo para o futuro. "Quando for grande quero ser como tu mamã, professora, mãe e escuteira." O resto da frase já incluiu as suas futuras crias, que se por um lado me fizeram rir, por outro deu-me a certeza que apesar de ser querer ser igual à mamã também tem as suas ideias e convicções próprias.

Ontem já na cama, a adormecer o mano, pergunta-me ela..."mamã, tu não gostas de quê? Não gostas que te mexam no cabelo e mais ou quê?"

Adoro ouvi-la dizer que quer ser igual a mim. Não pelo facto de vir ser um mini me, mas porque quer dizer que estamos a passar pela fase do "idolatrar" a mãe. Apesar de perceber que ela tem as suas ideias e convicções a mamã é alguém a seguir. 

Sempre pensei que as meninas fossem sempre mais pelo lado do pai, mas acho que o facto do nascimento do irmão ter sido há pouco tempo, contribuiu para ela estar mais ligada e a requerer mais a minha atenção.

Vou aproveitar ao máximo estes mimos e estes desejos dela, porque daqui a pouco tempo ela vai querer levar o seu caminho por outros trilhos e claro que, apesar de saber que sempre gostará de mim, estes momentos mãe e filha aquecem-me o coração.




O silêncio da manhã!

São 8 da manhã e a mais velha já foi para a escola com o pai, o mais novo ainda dorme no quarto e eu já tomei banho e aproveito o silêncio do inicio de dia para ganhar forças!

Devia aproveitar para dormir mais uma horinha, que me vai fazer falta, mas estes momentos de silêncio são tão raros que vale a pena abdicar do sono só para o aproveitar.

Aproveito também para vir acabar o post de ontem que ficou a meio porque adormeci no pc...

Que seja um bom dia e que venha o sol para nos alegrar a alma!

 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Batizado que é batizado requer "souvenires"!

No outro post contei um pouco do batizado do meu caçulinha!

Foi uma cerimonia bonita, mas não ficaria completa sem os objetos que a simbolizam e lhe dão sentido! Para terminar o tema conto-vos um pouco das nossas escolhas.

A vela! Desde compre que gosto de velas quadradas. São diferentes e permitem colar bonecos que a tornam mais mimosa. 

Do piolho escolhemos a vela quadrada com um laço de tecido e uma medalhinha! Mesmo com o laço, acabou por ser bem simples, e o boneco a orar completa a simplicidade com a descrição.

Dele optamos por ser em tons de verde. Por um lado para fugir ao azul tradicional dos rapazes e por outro lado faria a ponte para a cor do bolo. 

Da mais velha, também optamos por uma vela quadrada, mas dessa vez envolvi-a numa fita rosa que começava num anjinho de madeira e terminava na letra M, também em madeira.

Ambas as velas foram simples, mas revelam nitidamente o nosso crescimento ao longo do tempo.

Para ambos compramos o pano bordado, com a diferença que o dela tinha apontamentos rosa e o dele cinzentos, a condizer com o fato.

Também para os dois, compramos uma caixa para guardar estes pequenos pormenores e lembranças do batizado deles.

As caixas foram da Pó de Cacau e são adoráveis! Nós escolhemos o layout, os dizeres e eles concretizam o nosso pensamento!

Mais uma vez, para ele fomos pelo verde e ela pelo rosa. Ambos tiveram uma frase inspiradora na caixa, para além do nome e data.

Apesar de concordar que talvez as caixa sejam um pouco grandes para a vela e o pano, espero que a vá enchendo com pequenos pormenores da sua caminhada na igreja e nos diferentes sacramentos que irão realizar.

Adoro olhar para as caixas deles. Se para ela optamos pela famosa frase do Principezinho, dele optamos por uma fala do Peter Pan: Tudo o que precisas é de um pouco de fé, confiança e um bocadinho de pó de fadas!

Após o almoço de ambos, oferecemos uma pequena lembrança de agradecimento da presença. Das duas vezes escolhemos um anjinho de feltro, feito por mim com cheiro a alfazema. Claro, um rosa e um verde!

São pequenos pormenores, que com o correr dos dias, permitem que visitemos esse momento dos nossos filhos e recordemos o primeiro passo da sua vida católica. 

A vela dele
A vela dela

A caixa dela
A dela!

O pano dele


O interior da caixa tem a divisória para os diferentes objetos
O anjinho dele. O dela está em cima, dentro da caixa.




terça-feira, 3 de julho de 2018

O caçula foi batizado!

No fim de semana passado batizamos o nosso pequeno!

Foi um batizado que foi planeado e organizado apenas num mês, mas que correu às mil maravilhas!

Os meus pequenos foram a condizer, na nossa primeira cerimónia a 4! Estavam lindos e o meu rapazola até tinha um lacinho bonitinho! A princesa mais velha, ia com um vestido com duas saias, como tanto gosta! Ia linda e esteve tão feliz!

A cerimónia foi bonita, com leituras que me fizeram muito sentido! O Padre também falou-nos de uma forma simples e direta, fazendo uma homilia bonita!

O rapaz portou-se tão bem que até achou piada levar uma banhoca de água fresca!  Estava calor e como esteve sempre ao meu colo, a água fresca até ajudou a refrescar!

O almoço foi no David da Buraca. Já o tínhamos feito no batizado da mais velha e achámos por bem repetir. O serviço é bom, a comida ainda melhor e ainda por cima conseguimos ter uma sala só para nós!

Apesar de ser um batizado, nunca quisemos que fosse uma boda muito cerimoniosa. Para nós era mesmo um almoço de família, uma bela desculpa para estarmos todos juntos!

O almoço foi tranquilo e até o S. Pedro colaborou com o tempo e o sol veio fazer-nos companhia! Com a chuvada do dia anterior, ficamos com receio do dia ser chuvoso, mas felizmente isso não aconteceu.

Desta vez, com muito mais crianças, foi tão bom ver as primas e amigas de diferentes idades a brincarem juntas, fazendo cedências de parte a parte.  Sempre com a vigilância de um adulto, tiveram elas felizes e contentes a brincar e tomar conta umas das outras.

Os bebesocas também foram uns crescidos e andaram sorridentes e tranquilos todo o dia!

Foi um dia muito bom! Apesar de muito cansativo, foi bom conviver com a família e amigos e passar um dia muito feliz!


A banhoca fresca!


O bolo foi feito pela minha mãe...lindo!!

O corte do bolo!

O brinde! E que vontade de beber todo o copinho de champanhe... lá me fiquei pelo golinho da praxe!

Adoro estes beijos babados dele!
O laço!

domingo, 1 de julho de 2018

Os dias que são noite e noite que são dias...

Desde que nasceu o meu caçula, os meus dias deixaram de ter fim.

Com um bebé pequeno (não com todos felizmente, senão não tinha ido ao segundo), o conceito de noite muda e ela passa a ser apenas uma continuação das 24h. 

Se normalmente o dia chega ao fim quando nos vamos deitar e recomeça quando acordamos de manhã, agora a noite é tão animada que parece de dia..e por isso não há um fim, um desligar de motor e descansar.

O corpo aprende a viver com 2/3 horas de sono. Conseguimos ter todas as funções do corpo a trabalhar, mesmo sem dormir à noite. Às vezes não dizemos coisa com coisa, ou esquecemo-nos do que vamos dizer a meio da frase, mas continuamos de olhos abertos e sempre a bombar!

Como diz o Eduardo Sá, é uma tortura do sono que às paginas tantas já faz parte da vida e ficamos super felizes com 4h seguidas de sono!

Se eu era uma pessoa que dormia com facilidade e qualquer lado, agora sinto muitas vezes que se piscar os olhos adormeço!

Mas já foi pior, houve noites que não foram noites, noites em que estive mais tempo acordada do que a dormir. Nessas noites, muitas vezes me apeteceu ir dormir para sala dormir e esquecer que tinha um recém nascido a meu cargo, mas quem é que consegue dormir com o filho aos berros? É aguentar e esperar que a próxima noite seja melhor!

Agora já consigo dormir algumas horas seguidas, normalmente em 2 turnos da noite (dormir, mamada e dormir), mas com o corpo a pedir compensação, de manhã parece que fui atropelada por um camião.

A esperança é a ultima a morrer e com muita sorte, daqui a pouco tempo já vamos ter uma noite mais longa e que sirva finalmente para separar dois dias!