domingo, 9 de setembro de 2018

Ele já cheira a "elas"!!

Eu sou muito sensível aos cheiros. Aos bons e maus.

Para além de ter gostos peculiares quanto a cheiros (saco de plástico acabado de sair do "bloco", gasolina etc..), os cheiros falam comigo.

Eles levam-me a memórias, a pessoas, a momentos da minha vida. Cada pessoa que conheço tem o seu cheiro e principalmente os miúdos da escola, não falha!

Por norma, identifico as roupas perdidas dos miúdos da sala pelo cheiro. Quando estava na creche identificava o detentor da fralda suja pelo cheiro. 

Claro que em casa os cheiros deles estão muito mais impregnados na pele e cada um deles tem o seu próprio cheiro, a marca que ficou guardada no meu ficheiro mental.

Claro que, quando alguém fuma a 1km de mim eu já estou a espirrar com o cheiro...

Desde que nascem, os meus pequenos tem o seu cheiro. São cheirados por mim mil vezes ao dia, a cada beijo, a cada brincadeira, sou envolvida na sua fragrância pessoal que me faz tão bem.

Como já tinha dito no outro post, esta semana o Martim começou a creche. Tem sido uma adaptação progressiva e por isso ainda passa pouco tempo por lá.

Mas o seu cheiro já mudou! Quando sai da escola, cheira às suas crescidas! Depois do banho, volta a cheirar ao meu bebé, mas quando o fui buscar no outro dia e o abracei, o meu coração encolheu-se um bocadinho.

Ele já não cheira a mim, a nós! Ele cheira à sua sala, às suas crescidas! O coração ficou pequenino, mas ao mesmo tempo o facto de ele cheirar às crescidas é sinal que elas o mimam, que pegam nele e que imprimem o seu cheiro no meu pequeno.

É bom sentir que os meus pequenos ganham novos cheiros, novos amigos, novas crescidas que deixam a sua marca tão própria! 

É algo muito discreto, mas para quem "snifa" os filhos assim que lhe chegam aos braços, faz toda a diferença!

Amanhã é um novo dia e vamos recomeçar a nossa adaptação! 🙏💪   


 

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Jóia rara e só minha!

Depois do nascimento do caçula ( e depois de refeita da entrada de mais um cá em casa), comecei e ter curiosidade nas jóias de leite materno.

A verdade é que o nosso leite é algo único! Nunca ninguém poderá dar aos nossos filhos, o que o leite materno dá.

Já falei da amamentação noutros post e já disse que não sou daquelas super apaixonadas pela amamentação e com vontade de dar até a criança ir para a escola, mas a verdade é que tenho um verdadeiro fascínio pelo leite materno!

Mais uma vez, acho que a natureza sabe tão bem o que está a fazer que permite que o nosso corpo produza algo tão único como o necessário para alimentar os nossos bebés de uma forma personalizada ao minuto! Ou como quem diz à mamada!

Uma das razões que me faz amamentar e ponderar continuar após a introdução alimentar é precisamente a exclusividade do produto e a especificidade para o piqueno.

Ora com toda esta "magia", senti que devia fazer algo que me lembrasse esse produto não mágico como único.

Descobri a Marky Baby, uma marca que faz jóias de leite materno. Mandamos um bocadinho do nosso leite, escolhemos a peça e voilá, ficamos com o nosso leite eternizado para usarmos connosco sempre que quisermos.

Inicialmente fiquei com pena de não ter feito também com o leite da piolha mais velha, mas a verdade é que o leite continua a ser meu e mesmo para o caçula, ele muda consoante as necessidades.

Desta forma, escolhi uma peça onde cabiam os meus dois pequenos e o leite que nos uniu aos três, em diferentes momentos da minha vida.

Eles foram impecáveis. Quando terminaram a peça enviaram foto e alteraram tudo o que pedi, mesmo tendo que inovar nos seus processos de produção.

Adorei o resultado final. É discreto, mas para mim vale o mundo! 

O que faz daquela jóia, uma jóia é aquilo que de melhor podia dar aos meus filhos quando nasceram!

A Marky Baby também faz jóias com o cabelo, o cordão umbilical e até com a placenta. Vão ao site aqui e vão ficar maravilhados! 


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Mais um ano, mais uma voltinha!

Ontem começou o ano letivo cá de casa.

Este ano, acrescentamos mais um à roda viva das rotinas escolares. Vestir os dois, mama a um, pequeno almoço a outra. Gerir nervosismos e dramas, enfiar a malta no carro e finalmente entrega-los em boas mãos na escola!

Isto vai ser a nossa vida nos próximos anos das 7h às 9h.

Não nego que foi com o coração pequenino que deixei o caçulinha na escola. É um novo mundo e ele é ainda tão pequenino.

Já falei noutro post do meu sentimento em relação ao caçula. O meu bebé que vai ser bebé por mais alguns anos (heheh).

Mas a verdade é que o que tem de ser tem muita força! Custar custa, mas como tem que ser, o coração aceita a dor e confia.

Vai ficar em óptimas mãos! Vai chorar e sentir-se sozinho, mas também vai ganhar amigos, vai conhecer o mundo e vai ser amado por outras crescidas! 

Coração de mãe é tramado. Confesso que tenho pensado nisso o menos possivel. Tenho-me preocupado com aspectos práticos (ele comer decentemente, ele aceitar o biberão, ele saber sentar..enfim), mas tenho feito um esforço para não o imaginar na sala, com tudo o que daí advém. 

Mas de vez em quando, quando estou mais distraída com ele, lá vem o pensamento "já viste que ele vai chorar na escola e tu não vais lá estar??" Nesses momentos quase que me saltam as lágrimas, mas depois olho para a irmã (que é uma miúda super feliz na escola) e penso que tudo vai passar e ele hã-de ser tão feliz na escola, como ela é.

É certo que os bebés choram, que é assim que aprendem a defender-se, a criar laços, a crescer, mas tinha que doer tanto mais às mães do que aos filhos?

Vamos confiar que será uma adaptação tranquila e que daqui a uns meses já custe tão pouco como deixar a mais velha na sala dela.

 Não dizem que as mães tem super poderes? Um deles é conseguir entregar o filho ao "mundo" e dizer "vai ficar tudo bem, a mamã já vem!"



domingo, 2 de setembro de 2018

Quando um filho nasce...

Quando os meus filhos nasceram, no dia em que eles nasceram, senti das duas vezes que deixei o meu corpo entregue à natureza!

Da primeira vez, como ainda havia uma pequena esperança que a miúda nascesse pelo sitio certo e fizemos a indução de parto. 

Logo pela manhã começaram as entradas e saídas do quarto. Era o toque, era a indução, era o CTG, era o médico...enfim um corropio de gente que vinha directamente ter comigo e apesar de sempre com cordialidade calma, faziam o que tinham a fazer no meu corpo.

Lembro-me de nesse dia, brincar com a situação e dizer que estavam à vontade, para mexer onde tinha que ser.

Aceitei logo muito cedo que ia doer o que teria que doer e que era para fazer o que tinha que ser feito. 

Nesse dia o mais importante era ela estar bem e nascer bem. A cada toque (bastante dolorosos), respirava fundo e pensava nela e no quanto a queria ter comigo.

Acabamos por avançar para a cesariana e aí, ainda com menos poder de gestão de procedimentos, foi olhar em frente e seguir caminho.

Não quero com isto dizer que correu mal, antes pelo contrario. A equipa era optima, senti-me sempre acompanhada e respeitada, mas a verdade é que pouco havia para decidir.

No parto do caçula, já ia preparada para o que vinha ai. Aí, mais do que no primeiro parto, senti que "entregava" o meu corpo à natureza. Era o que tinha que ser. 

Iriam doer as picadas, as anestesias, a costura, o peito, as alergias aos pensos. Tudo isso iria doer, mas eu já sabia que ia ser assim e que ia passar. Não valia a pena lutar contra ou esperar que não fosse. 

Na realidade a coisa correu pior do que eu esperava com mais dores e mais complicações, mas quando entrei naquele hospital já sabia que nesse dia a dor iria ser companheira de viagem.

Nada melhor do que aceitar a companhia de viagem, para que esta seja relativizada e consequentemente sofrermos um bocadinho menos. Não deixa de doer e de custar, mas sendo algo esperado e sabendo que vai passar em breve, começa a ser um bocadinho mais fácil de superar.

A natureza é sábia, e mesmo sendo cesarianas (que de natureza tem pouco), o nosso corpo está preparado para fazer nascer uma criança e ser forte para superar as dores necessárias para tal.

O corpo devolvido à natureza é um corpo mais calmo, menos tenso e logo aí menos dorido. Tudo passa, felizmente mesmo das situações um pouco mais complicadas, as dores de parto passam e no final de um mês não passam de meras recordações (essas sim, mais ou menos dolorosas).

Será pouco provável passar por outro parto, mas nos dois partos que tive, aceitar a dor física, foi a melhor forma de passar o momento!

Ainda faltava 1 mês para ele nascer!


No dia! Já depois de quase ter desmaiado e já prontinha para o ter...

Na véspera dela nascer...já no hospital!

39 semanas dela

39 semanas dele!
 

sábado, 25 de agosto de 2018

Respira...e não pira!

No outro dia fui ao Colombo com a maltinha pequena. 

A piolha quis ir brincar para a zona dos miúdos e como estávamos à espera da Avó, lá cedi.

Como bom período de férias que era, a zona estava cheia de miúdos crescidos, mal educados e obviamente a fazer asneiras com os paizinhos impávidos e serenos sem ligar nenhuma.

Lá geri com a miúda o local para ela brincar em segurança e fiquei de vigia aos dois (uma a brincar e o outro no carrinho).

De repente, chamou-me a atenção um choro compulsivo de um miúdo. O choro demorou um bocado e "cheirava" a uma birra daquelas com B grande!

Olhei em direcção ao som e vi uma mãe, com um miúdo ao colo (devia ter 2, 3 anos), e um daqueles carrinhos de empurrar os miúdos dos centros comerciais.

O miúdo esperneava ao colo da mãe e utilizava todos os seus pulmões para berrar em alta voz! A mãe tentava falar ao telefone com alguém que não estava a conseguir ajudar naquela super birra.

Às tantas ouvi o choro a aumentar e a voz da mãe (que até agora ainda não tinha sido audível) a desesperar com um "eu já não aguento mais isto!!"

Tentei não observar a mãe atentamente. Compreendo perfeitamente o desespero de um não aguento mais. Mas confesso que fiquei curiosa com a reacção seguinte.

Mas entre o miúdo e a miúda, distrai-me da situação e passado um bocado é que, quando olhei para ver se a minha mãe vinha aí, é que voltei a ver mãe e filho.

Agora, já sem choro, vi uma mãe que continuava a pegar ao colo o seu filho, de uma forma muito meiga e agora falava-lhe com meiguice, conversava com ele, provavelmente acerca da situação anterior.

Fiquei enternecida com a situação no sentido em que estando aquela mulher em desespero, conseguiu no meio da gritaria, respirar fundo e acalmar o seu filho, conseguindo ajuda-lo a acalmar e resolver o drama.

As mães são serem fantásticos! Mesmo em desespero de causa, conseguem olhar para a "big picture" e arranjar forças do mais profundo do seu ser, respirar fundo e resolver o que parecia insuportável! 

Quantas vezes não nos passa pela cabeça largar tudo e ir à procura de silêncio? Deixar o choro, as birras, as crises e fugir simplesmente do caos?

E quantas vezes fazemos isso? Felizmente que quando as mães foram criadas, vieram com um cofre secreto de força e coragem para enfrentar qualquer obstáculo.

Vêm ai um novo ano letivo e uma nova viagem na rotina exigente que são os nossos dias!

Que esse cofre continue sempre a existir (e que seja renovado nas férias) e que seja aberto o menos vezes possivel!!

Força para nós com muitos momentos caóticos!!


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O miúdo não bebe água!

É verdade... Este rapaz pequenito, nisso sai à irmã! Ambos não gostam de água!

Ela agora está mais adepta, principalmente agora no calor. Mas mesmo assim, o resto do ano é uma miséria a quantidade de água que bebe!

Agora o pequeno, consegue ser um pouco pior. Desde os 4 meses, com o calor que a pediatra nos disse que podíamos dar água. Portanto, desde a primeira vez que tentei que ele me mandou beber a mim..

Já experimentei de tudo! Água quente, fria, à temperatura ambiente....água de coco, água de cozer a fruta, chá... nada!

Também já achei que era do recipiente. O rapaz não acha muita piada ao biberão e então já andei à procura de outras soluções...Arranjei um copo que não verte, só quando se pressiona e outro com um bico maleável. 





Mas continuamos na mesma...Alguém com alguma ideia luminosa?

Agradecemos sugestões!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Hoje completo 36 verões!

1 - Sempre quis ser educadora de infância
2 - Tenho uma "panca" sobre organização
3 - Depois do nascimento do caçula, ganhei cabelos brancos.
4 - Sou péssima a fazer contas (principalmente de cabeça)
5 - Sou completamente apaixonada pelos meus pequenos
6 - Adoro tirar fotos!
7 - Detesto fazer limpezas em casa
8 - Adoro aquilo que faço e todos os anos me apaixono pelo meu grupo
9 - Não como iscas.
10 - Adoro comer no geral (😏)
11 - Era daquelas pessoas que tinha mesmo que dormir 8h por noite... até ter filhos claro!
12 - Aos 14 anos mudei de continente. Apesar de tudo, foi uma experiência boa e fui muito bem acolhida!
13 - Sou bastante tímida
14 - Levo as amizades a sério. Já doeu muitas vezes quando elas acabam, mas as que ficam valem bem a pena!
15 - A minha sobremesa preferida é arroz doce (o da minha mãe)
16 - Uso lentes de contacto desde os 14 anos. Sem elas sou uma nódoa!
17 - Não gosto de adormecer as crianças...dá-me sono!
18 - Sou filha única e de pais separados
19 - Gosto de cozinhar, mas não o costumo fazer
20 - Sou alérgica à primavera no geral
21 - Logo que comecei a trabalhar sai de casa. Mas andei sempre por perto
22 - Adoro estar gravida! Mesmo com tudo o desconfortável que isso trás.
23 - Sou teimosa e quando acho que estou certa ninguém me pára.
24 - Adoro livros infantis! Sou muito exigente com eles.
25 - Choro sempre nas apresentações da piolha. Comove-me imenso vê-la crescer!
26 - Tenho um mestrado. Orgulho-me disso, mas não faz diferença nenhuma na minha vida.
27 - Tenho excesso de peso há tantos anos que nem me lembro como começou
28 - Tenho uma irmã do coração. É minha amiga desde a 3º classe! BFF!
29 -Adoro piscinas e dar mergulhos!
30 - Tenho o tímpano furado. Era miúda quando aconteceu e nunca se fechou.
31 - A idade quando tive a mais velha.
32 - Não amo de paixão dar de mamar, mas confesso que dá imenso jeito! (agora que ele começou a deixar de mamar, gosto mais!)
33 - Choro com facilidade...lava-me a alma!
34 - Sempre quis ter 3 filhos. Mas sinto que não tenho forças para tal!
35 - Foi a idade com que tive o caçula.
36 - Começam hoje os 36. E começam em tão boa companhia!

No inicio foi difícil começar a escrever, mas agora tinha tanto mais para dizer...! Fica para a próxima! :P