domingo, 30 de setembro de 2018

Lágrimas rolantes!

E quando choramos desalmadamente a ver o Voice?

Depois de deitar a malta pequena e já meia a dormir no sofá, de repente salta do ecrã um reencontro de mãe, filha e irmãos que me deixa totalmente sem defesas deixa as lágrimas a jorrar pela cara abaixo!

Normalmente respiro muito fundo quando começo a sentir que elas começam a espreitar e lá me vou conseguindo controlar. Isto porque nunca sei muito bem o que acontece se as deixar sair...Mas suspeito que se der largas à emoção, paro de chorar lá para o ano que vem...

Mas desta vez foi impossível controlar..fui apanhada desprevenida e mesmo com o respirar fundo elas deram asas ao seu caminho...

Já ando há uns largos dias sem escrever... Todos os dias abro a pagina, faço um esforço para tirar uns minutinhos para este meu filho 2D... mas anda impossível...

Como já vos tinha dito, cá em casa andamos todos em adaptação, o que faz com que tudo tenha prioridade em relação às minhas coisas (até às do trabalho..). Só quando a casa está em silêncio é que me consigo concentrar nas minhas tarefas, mas aí já estou completamente podre e acabo por adormecer em frente ao pc, mesmo antes de acabar o que tenho a fazer...

E o que dentro de nós fica mesmo à espreita quando estamos em modo exausto? As lágrimas claro.. 

Pessoalmente, acho que chorar faz bem à alma... lava-me a alma e depois de uma bela sessão de choro tudo mais calmo dentro de mim... Não estou claro a falar do choro vindo de uma chapada de emoção da tv...

Mas quando são lágrimas vindas da tv a coisa torna-se mais apertada. Nesses casos o alivio acaba por dar origem a uma espécie de aperto no coração, já que inevitavelmente, como quase todas as mães, as historias com crianças, mães ou filhos pequenos tocam-nos de uma forma especial e mais funda!

Nunca mais consegui ver dramas com crianças, nem no cinema nem em casa. Não consigo e não quero. 

É egoísmo eu sei, mas coração de mãe é muito influenciável e nada como um drama ao serão para acabar com uma noite de descanso!!

Não sei se no futuro irei ser capaz de ver um bom drama sem que entre em pânico emocional...mas por enquanto venham as comédias românticas e series leves e descontraídas!! (e tempo para as ver claro! heheh)


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Os 5 essenciais para sobreviver à maternidade!!

Isto de ter dois filhos faz com que, à segunda, vamos melhorando os nossos truques e instrumentos que nos facilitam a vida.

Ora aqui ficam os 5 top da minha lista!!

Ninho - da mais velha foi feito em casa com toalhas, mas do caçula pedi à minha mãe para fazer um. É indispensável para uns sonos mais descansados, deles e nossos!! Como é acolhedor os bebés sentem-se mais tranquilos e dá para pôr em qualquer superfície dura (o berço, o soda, a nossa cama), sempre em segurança!!

Bomba do leite - desta vez acabei por começar mais cedo a tirar leite, mas seja para armazenar, seja para aliviar um peito muito inchado são algo a ter sempre à mão! Das duas vezes consegui armazenar imenso leite e também usei em situações de ter o peito cheio. São confortáveis e ajudam bastante.

Mochila de bebés - desta vez, enquanto ele não chegou aos quatro meses ainda usei muitas vezes o pano, mas a mochila é algo fantástico na vida de quem tem miúdos pequeninos. Muito práticas e ergonómicas (para nós e para o bebé), dá para fazer quase tudo com elas. Agora com o caçula até já dei de mamar com a mochila. Eles sentem-se seguros e colarinhos a nós o que lhes dá tranquilidade e nós temos as mãos livres e bebes tranquilos. Tanto um como outro adoravam ver o mundo de cima e mesmo já com quatro anos a piolha não recusa uma ida na mochila quando está muito cansada!! O único inconveniente é o peso dos miúdos (que apesar de ficarem muito bem distribuídos e custar muito menos, as minhas costas não aguentam muito). A nossa é da ergobaby.

Almofada da amamentação - Da piolha tinha uma almofada de amamentação mole e apesar de não a ter usado muito tempo para esse efeito deu jeito para usar quando a miúda já se queria sentar. Deste piolhito ofereceram-me a almofada da ergobaby! Para efeitos de amamentação é perfeita! Não se molda ou fica flácida, tem dois lados que permitem uma melhor gestão da posição do bebé. É alta o suficiente para não ficarmos com as costas tortas. E ainda dá para usar posteriormente quando o bebé começa a treinar a barriguinha para baixo.

 Next to me - Logo a seguir ao ninho, o berço next to me da chicco é uma das melhores aquisições da maternidade!! Na piolha tínhamos um berço normal, mesmo ao lado da nossa cama. Desta vez, tínhamos o next to me da chicco e a diferença foi abismal! Eles ficam, embora no seu cantinho e resguardados, ficam mesmo ao nosso lado! Basta esticar o braço e o bebé já lá está. Para além de nos sentimos mais perto deles, eles também sentem-se mais perto de nós, do nosso cheiro, do nosso calor e por isso também ficam mais tranquilos.

 Para a próxima falo-vos dos nossos outros truques cá de casa! :)



quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Quase nem me aguento em pé...!

Tal como já tinha dito nos posts anteriores, cá em casa andamos em fase de adaptação...

A única que se safa este ano é a piolha, que continua na sua vida tranquila na escola. Todos os outros cá de casa andamos em fase de novos passos e novas rotinas.

Eu ando a ir levar e buscar a malta pequena. Um a cada hora porque o caçula tem horário reduzido...Entre esses momentos vou cumprindo o meu horário de reuniões e preparação da sala para começar o meu novo ano letivo.

Com os miúdos pequenos em casa, chegam os banhos, jantares, arrumar tralha para o dia seguinte deles e minha e quando me sento ao computador já tenho tanto sono que o cérebro já parou..

As noites não tem sido grande espingarda... o caçulinha sobrevive bem à escola, mas de noite requer mais cheiro e mimo. 

Conclusão...sem dormir de noite e durante o dia a mil dá uma mãe meia esfarrapada a precisar de férias (ahaha).🙈

Hoje combinei uma entrega à porta da escola do piolho e consegui esquecer-me dela 5 minutos depois..

Enfim, com isto tudo também não ando por ai alem inspirada para escrever...

Prometo que me vou empenhar e já tenho umas ideias para os próximos posts!

Vou dormir! 😋



 

domingo, 9 de setembro de 2018

Ele já cheira a "elas"!!

Eu sou muito sensível aos cheiros. Aos bons e maus.

Para além de ter gostos peculiares quanto a cheiros (saco de plástico acabado de sair do "bloco", gasolina etc..), os cheiros falam comigo.

Eles levam-me a memórias, a pessoas, a momentos da minha vida. Cada pessoa que conheço tem o seu cheiro e principalmente os miúdos da escola, não falha!

Por norma, identifico as roupas perdidas dos miúdos da sala pelo cheiro. Quando estava na creche identificava o detentor da fralda suja pelo cheiro. 

Claro que em casa os cheiros deles estão muito mais impregnados na pele e cada um deles tem o seu próprio cheiro, a marca que ficou guardada no meu ficheiro mental.

Claro que, quando alguém fuma a 1km de mim eu já estou a espirrar com o cheiro...

Desde que nascem, os meus pequenos tem o seu cheiro. São cheirados por mim mil vezes ao dia, a cada beijo, a cada brincadeira, sou envolvida na sua fragrância pessoal que me faz tão bem.

Como já tinha dito no outro post, esta semana o Martim começou a creche. Tem sido uma adaptação progressiva e por isso ainda passa pouco tempo por lá.

Mas o seu cheiro já mudou! Quando sai da escola, cheira às suas crescidas! Depois do banho, volta a cheirar ao meu bebé, mas quando o fui buscar no outro dia e o abracei, o meu coração encolheu-se um bocadinho.

Ele já não cheira a mim, a nós! Ele cheira à sua sala, às suas crescidas! O coração ficou pequenino, mas ao mesmo tempo o facto de ele cheirar às crescidas é sinal que elas o mimam, que pegam nele e que imprimem o seu cheiro no meu pequeno.

É bom sentir que os meus pequenos ganham novos cheiros, novos amigos, novas crescidas que deixam a sua marca tão própria! 

É algo muito discreto, mas para quem "snifa" os filhos assim que lhe chegam aos braços, faz toda a diferença!

Amanhã é um novo dia e vamos recomeçar a nossa adaptação! 🙏💪   


 

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Jóia rara e só minha!

Depois do nascimento do caçula ( e depois de refeita da entrada de mais um cá em casa), comecei e ter curiosidade nas jóias de leite materno.

A verdade é que o nosso leite é algo único! Nunca ninguém poderá dar aos nossos filhos, o que o leite materno dá.

Já falei da amamentação noutros post e já disse que não sou daquelas super apaixonadas pela amamentação e com vontade de dar até a criança ir para a escola, mas a verdade é que tenho um verdadeiro fascínio pelo leite materno!

Mais uma vez, acho que a natureza sabe tão bem o que está a fazer que permite que o nosso corpo produza algo tão único como o necessário para alimentar os nossos bebés de uma forma personalizada ao minuto! Ou como quem diz à mamada!

Uma das razões que me faz amamentar e ponderar continuar após a introdução alimentar é precisamente a exclusividade do produto e a especificidade para o piqueno.

Ora com toda esta "magia", senti que devia fazer algo que me lembrasse esse produto não mágico como único.

Descobri a Marky Baby, uma marca que faz jóias de leite materno. Mandamos um bocadinho do nosso leite, escolhemos a peça e voilá, ficamos com o nosso leite eternizado para usarmos connosco sempre que quisermos.

Inicialmente fiquei com pena de não ter feito também com o leite da piolha mais velha, mas a verdade é que o leite continua a ser meu e mesmo para o caçula, ele muda consoante as necessidades.

Desta forma, escolhi uma peça onde cabiam os meus dois pequenos e o leite que nos uniu aos três, em diferentes momentos da minha vida.

Eles foram impecáveis. Quando terminaram a peça enviaram foto e alteraram tudo o que pedi, mesmo tendo que inovar nos seus processos de produção.

Adorei o resultado final. É discreto, mas para mim vale o mundo! 

O que faz daquela jóia, uma jóia é aquilo que de melhor podia dar aos meus filhos quando nasceram!

A Marky Baby também faz jóias com o cabelo, o cordão umbilical e até com a placenta. Vão ao site aqui e vão ficar maravilhados! 


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Mais um ano, mais uma voltinha!

Ontem começou o ano letivo cá de casa.

Este ano, acrescentamos mais um à roda viva das rotinas escolares. Vestir os dois, mama a um, pequeno almoço a outra. Gerir nervosismos e dramas, enfiar a malta no carro e finalmente entrega-los em boas mãos na escola!

Isto vai ser a nossa vida nos próximos anos das 7h às 9h.

Não nego que foi com o coração pequenino que deixei o caçulinha na escola. É um novo mundo e ele é ainda tão pequenino.

Já falei noutro post do meu sentimento em relação ao caçula. O meu bebé que vai ser bebé por mais alguns anos (heheh).

Mas a verdade é que o que tem de ser tem muita força! Custar custa, mas como tem que ser, o coração aceita a dor e confia.

Vai ficar em óptimas mãos! Vai chorar e sentir-se sozinho, mas também vai ganhar amigos, vai conhecer o mundo e vai ser amado por outras crescidas! 

Coração de mãe é tramado. Confesso que tenho pensado nisso o menos possivel. Tenho-me preocupado com aspectos práticos (ele comer decentemente, ele aceitar o biberão, ele saber sentar..enfim), mas tenho feito um esforço para não o imaginar na sala, com tudo o que daí advém. 

Mas de vez em quando, quando estou mais distraída com ele, lá vem o pensamento "já viste que ele vai chorar na escola e tu não vais lá estar??" Nesses momentos quase que me saltam as lágrimas, mas depois olho para a irmã (que é uma miúda super feliz na escola) e penso que tudo vai passar e ele hã-de ser tão feliz na escola, como ela é.

É certo que os bebés choram, que é assim que aprendem a defender-se, a criar laços, a crescer, mas tinha que doer tanto mais às mães do que aos filhos?

Vamos confiar que será uma adaptação tranquila e que daqui a uns meses já custe tão pouco como deixar a mais velha na sala dela.

 Não dizem que as mães tem super poderes? Um deles é conseguir entregar o filho ao "mundo" e dizer "vai ficar tudo bem, a mamã já vem!"



domingo, 2 de setembro de 2018

Quando um filho nasce...

Quando os meus filhos nasceram, no dia em que eles nasceram, senti das duas vezes que deixei o meu corpo entregue à natureza!

Da primeira vez, como ainda havia uma pequena esperança que a miúda nascesse pelo sitio certo e fizemos a indução de parto. 

Logo pela manhã começaram as entradas e saídas do quarto. Era o toque, era a indução, era o CTG, era o médico...enfim um corropio de gente que vinha directamente ter comigo e apesar de sempre com cordialidade calma, faziam o que tinham a fazer no meu corpo.

Lembro-me de nesse dia, brincar com a situação e dizer que estavam à vontade, para mexer onde tinha que ser.

Aceitei logo muito cedo que ia doer o que teria que doer e que era para fazer o que tinha que ser feito. 

Nesse dia o mais importante era ela estar bem e nascer bem. A cada toque (bastante dolorosos), respirava fundo e pensava nela e no quanto a queria ter comigo.

Acabamos por avançar para a cesariana e aí, ainda com menos poder de gestão de procedimentos, foi olhar em frente e seguir caminho.

Não quero com isto dizer que correu mal, antes pelo contrario. A equipa era optima, senti-me sempre acompanhada e respeitada, mas a verdade é que pouco havia para decidir.

No parto do caçula, já ia preparada para o que vinha ai. Aí, mais do que no primeiro parto, senti que "entregava" o meu corpo à natureza. Era o que tinha que ser. 

Iriam doer as picadas, as anestesias, a costura, o peito, as alergias aos pensos. Tudo isso iria doer, mas eu já sabia que ia ser assim e que ia passar. Não valia a pena lutar contra ou esperar que não fosse. 

Na realidade a coisa correu pior do que eu esperava com mais dores e mais complicações, mas quando entrei naquele hospital já sabia que nesse dia a dor iria ser companheira de viagem.

Nada melhor do que aceitar a companhia de viagem, para que esta seja relativizada e consequentemente sofrermos um bocadinho menos. Não deixa de doer e de custar, mas sendo algo esperado e sabendo que vai passar em breve, começa a ser um bocadinho mais fácil de superar.

A natureza é sábia, e mesmo sendo cesarianas (que de natureza tem pouco), o nosso corpo está preparado para fazer nascer uma criança e ser forte para superar as dores necessárias para tal.

O corpo devolvido à natureza é um corpo mais calmo, menos tenso e logo aí menos dorido. Tudo passa, felizmente mesmo das situações um pouco mais complicadas, as dores de parto passam e no final de um mês não passam de meras recordações (essas sim, mais ou menos dolorosas).

Será pouco provável passar por outro parto, mas nos dois partos que tive, aceitar a dor física, foi a melhor forma de passar o momento!

Ainda faltava 1 mês para ele nascer!


No dia! Já depois de quase ter desmaiado e já prontinha para o ter...

Na véspera dela nascer...já no hospital!

39 semanas dela

39 semanas dele!