terça-feira, 15 de maio de 2018

Fomos ao fluviário de Mora!

Na semana passada, enchemos o carro até à linha de água e lá fomos nós de férias! Aproveitamos a desculpa da rodagem do carro e o a licença de maternidade e lá fomos nós os 5 (levámos connosco a avó!)

A primeira paragem foi no fluviàrio de Mora. Já tinha ouvido falar várias vezes e sempre bem, por isso aproveitamos ficar a caminho e lá fomos nós!

O espaço está muito organizado, com informação clara e sempre imagens a acompanhar! 

Como era dia de semana, tivemos o fluviàrio só para nós, o que permitiu que ela andasse à vontade e pudéssemos ver tudo com calma.

O mano aproveitou para uma soneca na mochila, enquanto a miúda observou todos os peixes, rãs e outros animais dos rios!

No final montaram um grande painel sobre diversos aspectos da água dos rios e a piolha aprendeu sobre o ciclo da agua, a sua utilização, os caminhos que faz até casa e as suas utilidades.

Foi uma visita muito agradável e tranquila, perfeita para um inicio de férias!!













 


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Quando o teu olhar fala...

De vez em quando, sem perceberes o teu olhar fala com os miúdos.

Eu, atenta aos meus amores (tu incluído), adoro ouvir esses olhares e sentir que entre tu e eles existe uma linha que nunca ninguém poderá quebrar!

Quando os teus olhos seguem a crescida que sem saber está a mostrar-te que já é uma menina!

Quando o mais novo te encanta, com o seu sorriso desdentado e te faz sorrir!

Quando a crescida envolve-te a brincar sozinha e te lembra como era quando era bebé. 

Quando percebes que estamos no caminho certo porque a mais velha canta, no quarto, Xutos e Pontapés!

Quando o nosso bebé sorri e segue-lhe com o olhar por onde quer que vás!

Quando pegas na piolha, já grande, mas que cabe tão bem ao teu colo que ela tanto adora!

Quando sorris com a boca e o coração a olhar para ele, e permites-te derreter um bocadinho com o seu encanto.

Quando ele se enrosca nos teus braços e só olha para ti!

Quando ela entra nas tuas baltrocas de palavras e riem juntos!

Quando o caçula palra contigo e conversam sobre o mundo!
 
Tu não notas e às vezes são só momentos minúsculos do nosso dia, mas quando eles acontecem o meu coração fica um bocadinho maior e mais quente!

É isso que me alimenta a alma e faz ser forte e corajosa como dizes que sou.










terça-feira, 8 de maio de 2018

Já não me lembro de ti meu pequeno...

Ainda só passaram 3 meses e eu já não me lembro de ti quando nasceste.

Não me lembro da tua carinha inchada e dos dias do hospital. Sei que lá tivemos, que mamavas de um lado de cada vez. Sei que sempre que choravas eu dava-te mama e que dormiste muitas vezes ao meu lado, na minha cama.

Mas a memória atraiçoa-nos e faz-me esquecer o som do teu choro, os barulhinhos que fazias a respirar.

Já não me lembro de como eras pequeno e frágil. Sei que tinha receio de te desmontar no banho, mas as minhas mãos já não te sentem tão pequeno!

Não me lembro de como era antes de começares a sorrir. Como era eu recompensada antes de começares a sorrir? Como comunicavas comigo todo o dia?

Já não te sinto na tua posição favorita de dormir, encostado ao meu ombro. As nossas noites a dormir sentados já não voltaram mais.

Ainda és muito pequenino e com o passar do tempo também me vou esquecer de como era antes de falares, andares, sentares e muito mais que ainda vais aprender.

As fotos ajudam a relembrar, mas o cheiro, o toque e o som esse nunca mais volta atrás!

És o meu segundo bebé, mas tenho que me esforçar em não deixar de te filmar e fotografar. Só assim daqui a algum tempo (não muito) vou conseguir matar saudades tuas e relembrar um bocadinho do que era no inicio! 

É tão bom ver-los crescer, mas era muito melhor poder sentir sempre o ontem juntamente com o hoje, no amanhã!







domingo, 6 de maio de 2018

No dia da mãe, lembremos os momentos solitarios das mães...

No outro dia falava com uma amiga também com um recém nascido nos braços e ouvi o seu desabafo que também é meu.

Para bem dos nossos filhos nós fazemos tudo. Isso é inegável e ninguém põe em causa. Mas, a que custo fazemos isso?

Quantas vezes, estamos fechadas nos quartos, diariamente a sentir que o mundo se passa lá fora e nós estamos fechadas com aquele pequeno ser, às escuras para ele dormir?

A rotina, sendo muito importante para os bebés, leva-nos muitas vezes a pequenas "prisões" dentro de casa...Estamos ali com aquele pequeno ser a embalar, a amamentar, a trocar fraldas, falar com eles, ou simplesmente vê-los dormir.

É uma ideia romântica de pôr o bebé a dormir e ficar a vê-lo. Mas quantas vezes isso não se torna uma rotina tão rotina que começa a ser demasiado pesada?

Agora o caçula está mais crescido e adormece com mais facilidade à noite. Mas no início ficava muitas vezes "presa" no quarto a ouvir o seu choro e a tentar acalma-lo e adormece-lo enquanto ouvia o pai e a filha cá fora a brincar, ou a conversar. 

Mesmo agora, já sei que entre depois do meu jantar fico fechada no quarto com ele. Entre banho, jantar e adormecer passam-se algumas horas em que não vejo ninguém para além dele e muitas vezes dela! Quando estão os dois a rotina ainda fica um pouco mais pesada, apesar de actualmente conseguimos gerir bem o tempo de dormir.

Às vezes, principalmente no início, somos prisioneiras domiciliárias. Ou o tempo está mau, ou o bebé precisa de dormir, ou simplesmente não temos força para sair. São muitas vezes estas as razões para passarmos os primeiros meses em casa, só a olhar para eles. 

Mas tudo isto tem um custo para nós. Principalmente para a nossa sanidade mental! 

Esta solidão é muito invisível para os outros. Não é perceptível que quando estamos no quarto com os bebés, estamos mesmo sozinhas! Eles não falam connosco, eles choram e muitas vezes só conseguimos mesmo olhar para eles!

Desta vez tenho a sorte de ter duas amigas com bebés nascidos pertinho do meu. Ainda consigo às vezes comunicar nestes momentos, aliviando um pouco a solidão. Mas a verdade é que esses momentos são excepção à regra, o normal é acabarmos por falar com eles e não obter resposta verbal.

Não há nada que se possa mudar, vida de mãe é mesmo assim...mas há que ter sempre esperança...tudo vai melhorar! :)







 

sábado, 5 de maio de 2018

Fomos ao teatro com a Mana ou com o Mano?

Hoje de manhã, peguei na malta pequena, na amiga do coração da piolha com a sua mãe e fomos até Oeiras ver a peça "Afinal o Caracol" da Associação artística Andante.

É uma série de peças que utilizam poemas do Fernando Pessoa para dar voz aos mesmos e leva-los até aos mais pequenos!

Desde que vimos o "Afinal o Íbis" que queria leva-la a ver esta peça. Ela adorou o Íbis e sempre ouvi falar muito bem do caracol. Achei que seria uma mais valia até porque eram poemas do Fernando Pessoa.

O tempo estava óptimo, por isso ainda demos uma voltinha ao jardim antes de entrar em cena.

Quando começou, algo no meu íntimo me dizia que afinal quem ia gostar mesmo da coisa iria ser o pequeno caçula. Ele começou logo a sorrir e ela fechou a cara que costuma ser sempre de espanto.

Ora, rapidamente percebi que a pequena que adorou o Íbis já tinha crescido demais para uma peça destinada aos mais pequenos.

Ela confirmou-me a sua desilusão com um "mamã, não estou a gostar".

O melhor de tudo desta miúda é que, mesmo não se sentindo atraída pelo que via, esteve sempre atenta e tentou tirar algo de bom na peça. Conseguiu naqueles momentos encontrar algo que a divertia e dar-lhe gosto em ir. 

O caçula, esse teve nas sete quintas. Esteve o tempo todo atendo aos sons, aos movimentos e fartou-se de palrar. No final, assim que o coloquei no marsúpio para vir embora, ele percebeu que a "festa" tinha acabado e adormeceu imediatamente. Dormiu num sono tranquilo até casa!

Afinal desta vez levei o caçula ao teatro e a mana a fazer companhia! A piolha adorou a companhia da sua amiguinha e acabou por se divertir numa manhã e um espectáculo diferente!

No próximo sábado e no dia 26 haverá a apresentação das outras duas peças, em Oeiras no Templo da Poesia. Recomendado só a bebés! ;)








quinta-feira, 3 de maio de 2018

Tanto tanto!

Ontem participei na primeira sessão de uma serie de encontros para falarmos sobre leitura de livros ilustrados. Foi um encontro descontraído com a Bru (uma excelente contadora de historias), que não só nos levou a conhecer diferentes livros como também me levou a reflectir um pouco sobre o ato de contar histórias.

No final da sessão confessei que a tinha ouvido contar uma história há uns anos, numa escola onde trabalhei, e que nunca mais a tinha conseguido contar a mesma a outras crianças, por sentir que nunca estaria à altura. Disse também que gostava muito que a minha filha a pudesse ouvir contar historias, pois a sua forma de contar toca-nos no nosso fundo e deixa sempre algo de bom, embora soubesse que depois disso a minha filha iria reclamar sobre a minha forma de contar historias.

Ela disse-me uma coisa que entrou em mim e fez todo o sentido. O afecto que os pais e os filhos partilham permitem que as histórias sejam magicas e que lhes toquem com muito mais facilidade que qualquer outra pessoa.

Saí de lá com essa frase a percorrer o meu ser, da cabeça ao coração e de volta à cabeça. 

Reflecti um pouco sobre a forma como tenho lido as histórias à piolha. Como agora a hora de deitar é um multitasking, é sempre complicado conseguir contar a história de corpo e alma, com o bebé a chorar ou a mamar ao mesmo tempo.

Senti então em mim uma vontade de contar a tal história. Uma forma de a contar foi-se apoderando em mim e a pouco e pouco a história, que é sobre o amor um bebé, foi-se materializando dentro de mim e entranhar-se na minha pele.

Quando cheguei a casa, tinha os dois à minha espera. Ele sedento de mama (não quis beber do biberon do meu leite) e ela sedenta de atenção. E eu voltava a casa sedenta dos dois! De os cheirar, de os sentir e de os pôr debaixo dos braços!

Com o caçula na mama, contei finalmente o "tanto, tanto!"

Foi tão bom e saiu tão do coração que até o piolho pequeno parou para a ouvir. Se falavam de bebé, deveria concerteza ser para ele!

Quando a história terminou a mais velha quis contar de novo a duas vozes e, cheias de amor, contamo-la ao nosso bebé, que muito atentamente nos ouvia!

E assim, como quem não quer a coisa ganhamos um novo livro preferido! Percebi que para a poder contar faltava-me um bebé a virar o meu mundo do avesso e uma crescida como companhia de leitura!

Continuo a achar que não sairá bem se contar aos meus alunos, mas cá em casa, aos dois amores da minha vida, faz agora todo o sentido!

domingo, 29 de abril de 2018

Eu mudei e já não volto atrás!

Depois de deitarmos a malta pequena e comermos o jantar no sofá (com miúdos em casa estes prazeres só mesmo em dias em que só comemos depois de os deitar), estive entretida no instagram.

Andei a "cuscar" diferentes contas e encontrei uma de uma antiga amiga, da qual a vida fez com que seguíssemos caminhos separados.

Quando estava a ver um pouco da vida actual dela, veio-me à memoria o sabor de quem era quando éramos unha e carne. Veio-me à memoria o cheiro da minha vida, o sentimento de liberdade que na altura tinha.

Por momentos fiquei com saudades do tempo em que não tinha encargos, não tinha filhos nem tão pouco marido. Saudades de chegar a casa tarde, de ir ao ginásio até apetecer, de jantar fora sempre que queria e de ir de férias mesmo para descansar!

Saudades de namorar quando e onde quisesse, dormir até tarde depois de uma noite de series, saudades de ir comer fora, de ser magrinha e de ter o coração sempre dentro do peito.

Ora, estava eu na melancolia das saudades, quando a mais velha acorda a chamar por mim.

Acreditem ou não, voltei à terra num ápice e quando cheguei ao quarto dela e senti o seu cheiro, todas as saudades que há segundos sentia esfumaram-se por completo!

Por momentos senti-me grande, senti-me tão grande que já não era a mesma! 

Eu mudei desde ai até agora. Mudei tanto que nunca mais voltarei a ser a mesma (tirando a magreza que um dia ainda queria lá voltar! eheh)

Eu não vou voltar a sentir-me livre e desimpedida. Não vou voltar (pelo menos tão cedo) a dormir até querer, a ter férias para descansar, ou a não pensar em horários e pensar só em mim.

Não vou, eu sou tão feliz por isso!

Eu amo a minha vida! Adoro os dois pequenos que são efectivamente a minha vida! O meu marido é o melhor do mundo (do meu pelo menos! hehe). 

Eu já não sou quem eu era, mas agora, sou mil vezes melhor!

Tenho mais sono (tanto tanto..), tenho mais rugas e até já tenho cabelos brancos. Mas o meu coração aumentou de tamanho e abarcou as 3 pessoas que me fazem tão feliz!

Não trocava por nada as minhas noites mal dormidas por uma manhã a dormir até tarde. 

Porque se antes a vida era boa, agora tenho sorrisos rasgados (uns sem dentes) que me derretem o coração, abraços que valem o mundo, um ombro amigo que é muito mais do que amigo! Tenho pés pequeninos a chegar de manhã à minha cama e outros ainda mais pequeninos a dormir mesmo ao meu lado.

Tenho ataques de mau feito contra mim que me lembram o quanto a genética é real, e tenho a melhor mão mini mini a segurar-me o dedo!

Era bom quando era assim, mas agora é mil vezes melhor!

Foi o caminho que percorri até hoje que sou o que sou. As dificuldades, as lágrimas e os momentos de felicidade ajudaram-me a caminhar e a construir o meu caminho.

Sempre achei que era importante encontrar a felicidade nas pequenas coisas, sermos felizes todos os dias um bocadinho. Mas agora, todos os dias sou um bocadão feliz! E tão tão grata!

Gosti gente pequena da minha vida! E de ti também meu amor crescido!


Não há lugar melhor para estar do que no meio destes dois!
É das ultimas fotos de família que temos! hehe